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Estudante de medicina que atendeu idoso morto em hospital é indiciado por homicídio culposo

Família do paciente denuncia que estudante se apresentou como médico e atendeu o idoso

Rio de Janeiro|Do R7

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Idoso apresentava fortes dores no abdômen e falta de ar
Idoso apresentava fortes dores no abdômen e falta de ar

A Polícia do Rio informou, nesta quinta-feira (9), que o estudante de medicina A.P.R.J., investigado pela morte de um idoso em Bangu, na zona oeste do Rio, foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A família de Iclair Marcos de Oliveira, de 62 anos, afirma que o estudante se apresentou como médico do hospital São Mateus e atendeu o idoso no sábado (6). Iclair apresentava fortes dores no abdômen e falta de ar, mas não resistiu à entrada na unidade e faleceu. 


Rosicler Faria de Oliveira, filha de Iclair, afirma que o estudante se apresentou com outro nome.

— Ele se apresentou como doutor Tiago, disse que era o médico plantonista do hospital naquela noite e que ia atender meu pai.


Policiais da Delegacia de Bangu (34ª DP) instauraram inquérito policial para apurar os crimes de homicídio culposo e exercício ilegal da medicina. A família do idoso quer que o hospital São Mateus e A.P.R.J. sejam indiciados por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

— Houve intenção de matar. Ele saiu de casa sabendo que não era médico. Sabia que poderia chegar um paciente, como meu pai chegou, e ele não teria como atender.


Todas as pessoas envolvidas no caso já foram ouvidas na delegacia. Em depoimento, o estudante afirmou não ser médico formado e negou ter prestado atendimento ao aposentado. A.P.R.J. disse ainda que estaria apenas acompanhando o novo médico da emergência, identificado como Tiago Mansur.

O hospital São Mateus informou que não trabalha com acadêmicos, a menos que estes sejam acompanhados de médicos registrados. Segundo a unidade, este teria sido o primeiro contato de A.P.R.J. com a unidade.


O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) afirmou que abrirá uma sindicância para apurar o caso, “pois um aluno de medicina não pode atender um paciente sem que haja um médico preceptor ao lado”.

Assista ao vídeo: 

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