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Estudantes de escolas federais fazem manifestação contra corte de passe livre

Governo do RJ deixará de arcar com despesa a partir de janeiro de 2018

Rio de Janeiro|Do R7

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Grupo seguiu em passeata da Praça da Bandeira ao Maracanã, na zona norte do Rio
Grupo seguiu em passeata da Praça da Bandeira ao Maracanã, na zona norte do Rio

Estudantes fizeram uma manifestação na Praça da Bandeira, zona norte do Rio, nesta segunda-feira (14). O grupo protesta contra a suspensão de passe livre estudantil aos alunos do ensino fundamental e médio das escolas federais no Estado.

O ato teve fim próximo ao IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro), no Maracanã, local onde acontece uma reunião entre alunos, reitores e representantes das instituições de ensino sobre o RioCard.


O grupo se reuniu por volta das 10h na Praça da Bandeira, de onde seguiu em passeata até o Maracanã. Segundo o Centro de Operações, o ato chegou a bloquear parcialmente o Trevo das Forças Armadas e a pista sentido Méier da Radial Oeste, porém o trânsito voltou a ser liberado, por volta das 15h.

No evento, organizado pelas redes sociais, os estudantes explicam os motivos do protesto:


"Após ocuparmos as ruas no dia 8 de maio e continuarmos as mobilizações nos nossos colégios, o governo estadual teve que recuar e dizer que ao invés de cortar imediatamente nosso RioCard, vai fazer isso no fim do ano e que alguém vai assumir essa conta (...) Sabendo que nada está garantido e que ainda corremos o risco de a partir do ano que vem termos que largar nossos estudos porque não conseguimos pagar a passagem pra ir a escola, puxamos várias reuniões com os grêmios pra debater o que fazer e decidimos convocar um grande ato e cobrar das reitorias que tomem posicionamento e consigam colocar na frente um do outro, todos os órgãos que ficam fugindo da responsabilidade".

Em junho deste ano, o Governo do Estado anunciou que deixaria de arcar com os custos do transporte dos estudantes da rede federal do Rio de Janeiro. Segundo a resolução da Secretaria Estadual de Educação, a responsabilidade pelo passe livre desses alunos seria transferida para a União ou para as próprias escolas federais. A medida passa a vigorar no primeiro dia de 2018.

A decisão afeta diretamente 26 mil estudantes que dependem de transportes intermunicipais para estudar, de redes como o Colégio Pedro II e o Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica).

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