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Ex-comandante da PM é suspeito de ligação com morte de juíza, diz MP

Mário Sérgio era comandante-geral da Polícia Militar quando a magistrada foi assassinada

Rio de Janeiro|Do R7

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Coronel era comandante da Polícia Militar
Coronel era comandante da Polícia Militar

O Ministério Público pediu a abertura de um novo inquérito policial sobre a morte da juíza Patrícia Acioli. Segundo o MP, o ex-comandante da Polícia Militar Mário Sérgio Duarte e mais cinco oficiais estariam envolvidos no assassinato da magistrada.

Mário Sérgio Duarte era comandante-geral da PM do Rio quando a magistrada foi assassinada, no dia 11 de agosto de 2009. Ele afirmou, durante um dos julgamentos do caso, que o crime pôs fim à sua carreira. Mário hoje é secretário de Políticas de Segurança de Duque de Caxias, na baixada.


De acordo com a denúncia, Mário Sérgio teria retirado a escolta armada de Patrícia. O ex-comandante foi o responsável pela nomeação do tenente-coronel Claudio Luiz Silva, acusado de ser o mentor do crime, como comandante do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM). A equipe do R7 tentou entrar em contato com ex-comandante, mas até às 14h20 não obteve retorno.

A Justiça já havia aceitado a denúncia de 11 policias. Destes, quatro foram julgados e condenados. O cabo da Polícia Militar Sérgio Costa Júnior foi o primeiro a ser condenado pelo assassinado, em julgamento no dia 4 de dezembro de 2012. Réu confesso, ele foi beneficiado por delação premiada, ou seja, por entregar comparsas no crime, e recebeu pena de 21 anos de prisão em regime fechado.


Em 30 de janeiro deste ano, mais três policiais militares foram julgados e condenados. Jefferson de Araújo Miranda recebeu pena de 26 anos; Jovanis Falcão, de 25 anos e seis meses; e Junior Cezar de Medeiros, de 22 anos e seis meses. Todos foram desligados da Polícia Militar.

Relembre o caso


A juíza Acioli foi assassinada com 21 disparos na porta de casa no bairro de Piratininga, na região oceânica de Niterói. De acordo com denúncia do Ministério Público, a morte seria uma represália às investigações feitas pela magistrada contra PMs envolvidos em autos de resistência – quando há morte em confronto e o policial alega legítima defesa.

Ainda segundo o MP, o crime teria sido articulado pelo tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo, e pelo tenente Daniel Santos Benitez Lopez. Os dois oficiais foram transferidos em dezembro de 2011 para o presídio federal de Campo Grande (MS).

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