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Ex-companheira e ex-sogros são presos pelo assassinato de policial civil na Região dos Lagos

Agente foi encontrada enforcada no porta-malas do próprio carro em Iguaba Grande; crime foi motivado pelo fim do relacionamento

Rio de Janeiro|Do R7

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Daniela Cunha Moreira, de 43 anos, foi encontrada morta dentro do porta-malas de seu carro Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu a ex-companheira e os ex-sogros suspeitos de envolvimento no assassinato da policial civil Daniela Cunha Moreira, de 43 anos. A vítima foi morta em Saquarema e teve o corpo encontrado no porta-malas do próprio carro, localizado em Iguaba Grande, na Região dos Lagos.

De acordo com as investigações, a ex-companheira de Daniela é apontada como autora do crime, com a ajuda dos próprios pais. A Polícia Civil apurou que a agente foi dopada e morta por asfixia.


Segundo a investigação, o ex-sogro da vítima a segurou enquanto ela era assassinada, e a mãe da suspeita participou da ocultação do cadáver.

As diligências começaram após Daniela não comparecer ao trabalho nem informar o motivo da ausência. Colegas tentaram contato sem sucesso e acionaram equipes da Polícia Civil, que iniciaram buscas. A residência onde a vítima morava, em Saquarema, foi encontrada vazia.


Durante as investigações, os agentes localizaram o carro da policial escondido em uma casa no bairro Cidade Nova, em Iguaba Grande. No porta-malas do veículo, encontraram o corpo da vítima.

No automóvel também foram apreendidas duas armas de fogo. Ainda segundo a investigação, o ex-sogro tentou despistar os policiais ao afirmar que não havia nenhum veículo na garagem, mas o automóvel foi localizado durante as buscas.


Os pais da suspeita foram presos no imóvel, enquanto a ex-companheira foi capturada no supermercado onde trabalhava. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da prisão.

A ex-companheira e o pai dela foram autuados em flagrante por feminicídio, posse ilegal de arma de fogo, ocultação de cadáver e fraude processual. Já a mãe da investigada responderá por ocultação de cadáver e fraude processual.


Após a localização do corpo, a DHNSG (Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí) assumiu as investigações.

Em nota, a Polícia Civil lamentou a morte da agente e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho.

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