Logo R7.com
RecordPlus

Ex-interno do Degase abandona tráfico e relata mudança de vida

Wanderson, de 25 anos, já foi gerente do tráfico no Complexo do Alemão

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Wanderson conta como deixou o crime e deu a volta por cima
Wanderson conta como deixou o crime e deu a volta por cima

Wanderson Skrock, de 25 anos, se envolveu com o crime aos 12 anos, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. Após duas passagens pelo Degase (Departamento Geral de Ações Sócio Educativas), o jovem mudou de vida e abandonou o crime.

Atualmente, Wanderson é formado em administração de empresas e coordenador de uma ONG. Nascido em uma cidade no interior do Paraná, ele se mudou para o Rio de Janeiro aos cinco anos de idade. 


Seu primeiro cargo na hierarquia do tráfico de drogas foi como fogueteiro, o "olheiro" que solta fogos para avisar traficantes que a polícia está no local.

Segundo Wanderson, a curiosidade foi a porta de entrada para o mundo do crime. De família pobre, ele questionava por que seus amigos da comunidade tinham dinheiro e a mãe, que trabalhava o mês todo, mal tinha o suficiente para comer.


Wanderson foi apreendido pela primeira vez aos 14 anos e levado a uma unidade do Degase. Ele afirma que modelo do sistema era ruim, pois os jovens eram trancados por um período e depois jogados na sociedade.

— A minha primeira passagem no Degase foi chegar no sistema e encontrar uma jaula fechada com crianças e jovens que passaram por roubo, assalto a mão armada, sequestro, homicídio, e eu com o tráfico. O interno aprende vários crimes no mesmo lugar. 


De volta às ruas, o jovem assumiu um novo cargo no Alemão e passou a ser gerente do tráfico. De acordo com ele, era possível receber R$ 2.000 por semana. Aos 17 anos, Wanderson foi apreendido pela segunda vez e encaminhado para outra unidade de semiliberdade do Degase, em Santa Cruz, zona oeste do Rio.

No local, conheceu um agente que o ajudou a mudar de vida. Começou a estudar informática e, a princípio, desconfiou das oportunidades. O agente Valdinei Fernandes afirma que era possível enxergar no jovem infrator um futuro brilhante, já que ele se interessava por tecnologia. Em pouco tempo, o adolescente virou educador da unidade.


Tema em uma conferência internacional em Atlanta, nos Estados Unidos, a história de superação do jovem foi acompanhada por plateia de 16 mil pessoas.

— Não importa o quanto chova, um dia o sol brilha novamente.

Assista ao vídeo:

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.