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Ex-secretário de Saúde do RJ é alvo de operação da PF

Fernando Ferry é investigado em ação que apura contratos superfaturados do hospital Universitário Gaffrée e Guinle

Rio de Janeiro|Ana Beatriz Araújo, do R7*, com Record TV Rio

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O ex-secretário estadual de Saúde, Fernando Ferry, foi um dos alvos da Operação Desmascarados realizada pela PF (Polícia Federal) na manhã desta quarta-feira (10). 

Ferry foi alvo da operação Desmascarados
Ferry foi alvo da operação Desmascarados

A ação investiga irregularidades em licitações do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da UniRio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), para compra de equipamentos de proteção individual durante a pandemia de Covid-19 e desvio de dinheiro público com sobrepreço dos materiais. Ferry também é ex-diretor da unidade de saúde. 

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Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os agentes encontraram celulares, computadores e documentos que podem ajudar nas investigações. 

A Operação Desmascarados foi montada após auditorias da EBSERH (Embresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e relatório de fiscalização da CGU (Controladoria Geral da União) que apontaram o favorecimento de um grupo de empresas que contavam com conivência de funcionários públicos para praticar os delitos. 

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Além disso, segundo as investigações, os equipamentos de proteção individual custaram até três vezes mais que o preço praticado no mercado. Em uma dispensa de licitação, no valor de R$ 1,2 milhão, para a compra de 6.500 máscaras e 6.500 aventais, entre outros itens, foram cobrados valores individuais de R$ 47,80 e R$ 49,50 em cada item respectivamente. No entanto, os valores cotados em chamamento público da EBSERH para esses equipamentos é de R$ 12,50 e R$ 15,00.

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Caso as suspeitas sejam confirmadas, o prejuízo causado foi de R$ 1 milhão ao cofres públicos. As irregularidades também impossibilitaram que Hospital Universitário Gaffrée e Guinle comprasse mais equipamentos destinados ao combate à pandemia da covid-19, o que aumenta a gravidade do crime para os investigadores. 

De acordo com a CGU, houve sobrepreço de R$ 650.270,00 e um superfaturamento de R$ 398.444,00. Os investigadores também apuram se o quadro de sócios das empresas beneficiadas com o esquema seja composto por laranjas.

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A RecordTV Rio tentou contato com Fernando Ferry, mas não obteve resposta até o final desta publicação. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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