Excesso de peso e falta de manutenção em marquise podem ter causado desabamento, diz Defesa Civil
Polícia Civil vai investigar se obra na loja tem relação com acidente
Rio de Janeiro|Do R7

A queda da marquise da loja Citycol em Madureira, zona norte do Rio, na noite de quarta-feira (9), pode ter sido causada por excesso de peso e falta de manutenção da marquise, segundo confirmou ao R7 o subcomandante da Defesa Civil, Márcio Mota. Segundo ele, sobre a marquise estavam depositados equipamentos. O acidente matou um rapaz e depois sete feridos.
Já a Polícia Civil investiga se uma obra no interior da loja poderia ter relação com a queda da cobertura. Segundo Mota, se o excesso de peso for confirmado, os donos do prédio serão responsabilizados. Uma perícia complementar de engenharia foi realizada no local nesta quinta (10). O resultado do laudo sairá em até 30 dias.
A Defesa Civil interditou o prédio. Em nota, a empresa lamentou o acidente e disse que vai colaborar com as investigações.
O local não possuía placa com informações sobre as obras e o engenheiro responsável também não foi localizado. Segundo o Corpo de Bombeiros, a loja, próxima à quadra da escola de samba Império Serrano, estaria passando por reformas internas e a marquise não estaria incluída na obra.
Cristiano César Coutinho Henrique, que era funcionário da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), morreu no local com traumatismo craniano e sete pessoas ficaram feridas, incluindo dois bombeiros que auxiliavam no resgate de vítimas. Dos sete feridos, cinco continuavam internados na manhã de quinta.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, Cristiane Lopes Fernandes e Mislene Moura Barbosa foram atendidas, passaram por exames e receberam altas. Já Natalina Miranda Gonçalves Silva está lúcida e segue em observação. A Secrtaria Municipal de Saúde informou que Rosângela Alves Rocha Teixeira sofreu traumatismo craniano leve e também segue em observação. Jaciara Alves Barros teve escoriações e recebeu alta.
Os bombeiros feridos estão internados no hospital da corporação, localizado no Rio Comprido. Eles se encontram estáveis. De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos militares sofreu deslocamento de fêmur e quadril, mas não informou se há necessidade de cirurgia.















