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Explosão de restaurante: funcionário afirma em depoimento que havia forte cheiro de gás

Cinco testemunhas foram ouvidas nesta quarta-feira (10); outra audiência foi marcada para dia 15

Rio de Janeiro|Do R7

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Explosão no restaurante na Praça Tiradentes aconteceu no dia 15 outubro de 2011 e deixou quatro mortos e 17 feridos
Explosão no restaurante na Praça Tiradentes aconteceu no dia 15 outubro de 2011 e deixou quatro mortos e 17 feridos

Cinco das vinte testemunhas de defesa do processo que apura a explosão o restaurante Filé Carioca, em outubro de 2011na Praça Tiradentes, centro do Rio, foram ouvidas nesta quarta-feira (10). Um ex-auxiliar de serviços gerais do restaurante que foi demitido três meses antes da explosão foi o primeiro a depor. Segundo ele, os botijões de gás ficavam em um espaço no subsolo sem ventilação, próximo ao quarto onde os funcionários se trocavam, e era possível sentir um forte cheiro de mofo e algumas vezes de gás também.

O segundo a ser ouvido foi um garçom que trabalhou no restaurante durante 11 meses. Ele disse que nunca sentiu cheiro de mofo ou de gás, e que também nunca ouviu nenhum cliente reclamar de mau cheiro.


A gerente do restaurante Sabor do Mercado, do mesmo dono do Filé Carioca, foi a terceira a depor e confirmou ter sentido cheiro de mofo nas duas vezes que foi ao restaurante do centro. Ela disse que era a empresa SHV Gás que fornecia gás para os dois restaurantes.

Um jornalista da Petrobras que frequentava o estabelecimento e tem um blog sobre os restaurantes do centro, avaliou o Filé Carioca em seu site com uma pontuação de três estrelas e disse que ninguém comentou sobre o cheiro de gás no restaurante.


O gerente de segurança e meio ambiente da SHV Gás foi o último a depor. Segundo ele, depois do acidente, ele e mais duas pessoas formaram uma comissão para estudar o que poderia ter causado acidente. A conclusão que eles chegaram é de que a explosão começou no térreo, provavelmente na cozinha e não no subsolo, onde os botijões ficavam guardados.

Ele disse que a comissão chegou a esse resultado a partir de fotos de jornais feitas depois do acidente. O gerente falou que a SHV apenas fornecia o gás para o restaurante, e não se responsabilizava pela instalação.

As outras testemunhas de defesa que deveriam depor hoje foram dispensadas. Elas devem ser ouvidas na próxima segunda-feira (15), quando uma nova audiência está marcada.

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