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Família acredita que comerciante morto na Rocinha não foi vítima de bala perdida

Irmã de José Auri quer esclarecimento nas investigações 

Rio de Janeiro|Do R7

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José Auri morreu próximo à casa em que morava na Rocinha
José Auri morreu próximo à casa em que morava na Rocinha

A família de José Auri, de 53 anos, acredita que a morte do comerciante na noite do último dia 25 não foi por bala perdida. Segundo Maria Salete Rodrigues, irmã de José Auri, não havia como ser atingido dessa forma no local em que ele morava.

— Quero saber de onde veio a bala que matou ele. Porque eu acredito que colocaram a arma na cabeça dele.


José Auri morreu atingido por um disparo após sair do trabalho em direção à casa em que morava, na comunidade da Rocinha, zona sul do Rio. O Bope (Batalhão de Operações Especiais) patrulhava a região após confusão entre moradores e policiais de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora).

— Ele entrou no beco na hora em que o Bope estava entrando. Atiraram nele, porque naquele beco não tem como ter bala perdida.


O comerciante nunca quis sair da comunidade, apesar dos conselhos da família.

— Eu vivia falando pra ele sair, mas ele estava acostumado porque foi o primeiro lugar que morou ao sair do Nordeste.

Outros três homens ficaram feridos. Um jovem ainda está internado no Hospital Municipal Miguel Couto. A Divisão de Homicídios investiga a morte.

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