Rio de Janeiro Família acusa polícia de omissão de socorro a bebê de 1 mês no Rio

Família acusa polícia de omissão de socorro a bebê de 1 mês no Rio

Criança acordou ensanguentada na cama entre o pai e a mãe, na Cidade de Deus. Secretaria de saúde diz que criança morreu por trauma

Bebê de 3 meses é baleado dentro de carrinho na zona oeste do Rio

Benjamim morreu com um mês e 14 dias de vida

Benjamim morreu com um mês e 14 dias de vida

Reprodução/Redes Sociais

A família de um bebê de um mês, que morreu na manhã desta quarta-feira (31), acusa a Polícia Militar de omissão de socorro durante uma operação na Cidade de Deus, zona oeste do Rio de Janeiro. O pai da criança, Ruan Ribeiro, disse que um veículo blindado impediu que ele levasse seu filho à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro.

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De acordo com Ruan, o carro da Polícia Militar impedia que ele passasse com seu veículo pela entrada da rua. O pai afirma que em nenhum momento os PMs esboçaram alguma reação de ajudar a família ou retirar o blindado da via. 

Após levar o bebê Benjamim para a UPA, a criança foi transferida para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na zona oeste da cidade. 

Benjamin chegou ao local com ferimentos provocados por trauma, informou a SMS (Secretaria Municipal de Saúde). Segundo o registro de entrada da UPA na Cidade de Deus, o bebê estava sem pulso ou sinais de respiração. A criança também tinha sangue em seu corpo, "aparentemente provenientes de nariz e boca".

Ruan nega que seu filho tenha caído ou sofrido qualquer tipo de trauma em casa, mas confirma que a criança chegou à UPA ensanguentada.

A primeira hipótese levantada foi de que Benjamim teria sido atingido por uma bala perdida durante a operação do 18º BPM (Jacarepaguá), mas, informalmente, médicos disseram à família do bebê que não havia perfurações no corpo.

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Ruan e sua família foram até a 32ª DP (Taquara) para denunciar a ação da Polícia Militar durante a tentativa de socorro a Benjamim.

O R7 procurou a Polícia Militar para comentar sobre a acusação da família, mas a corporação apenas se pronunciou sobre a operação, sem entrar em detalhes sobre a possível omissão. O site mantém o espaço aberto pra manifestação da PM.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa