Família assassinada: pai de crianças mortas prestou depoimento como testemunha; polícia investiga crime passional
Leonardo Gomes Gregório foi ouvido na DHBF e disse que não tem noção do que aconteceu
Rio de Janeiro|Do R7

O pai das meninas encontradas mortas junto com a família de um policial militar em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, prestou depoimento à DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) na tarde desta quarta-feira (19) e disse que não tem noção do que aconteceu. Informações preliminares apontavam que Leonardo Gomes Gregório era suspeito do crime, mas, segundo o delegado responsável pelo caso, Giniton Lages, elefoi ouvido na condição de testemunha.
A DHBF informou que nenhuma hipótese do crime está descartada, mas as características são de crime passional.
Para o delegado André Barbosa, a disputa pela guarda das duas meninas, Kauane, de cinco anos, e Hester, de sete, pode ser uma das motivações. Nesta quinta-feira (20), haveria uma audiência na Vara de Família de São João de Meriti para definir o futuro das crianças.
Leonardo não era o pai biológico, mas as teria registrado por já ter namorado com a mãe delas. Como não tinha condições de cuidar das filhas, ele as entregou para Marilene José Martins, de 60 anos, criar. A polícia apura se os dois tinham brigas constantes por causa das crianças.
Segundo a polícia, os quatro corpos foram encontrados na manhã de ontem pelo sargento Cristiano José Martins, lotado no batalhão da Praça da Harmonia (5º BPM), centro do Rio. Ele costumava tomar café da manhã com a família todos os dias antes de ir para o batalhão. Ao chegar à residência no bairro Parque Tietê, por volta das 8h, o militar encontrou a mãe, o irmão e as duas crianças mortos.
De acordo com a DHBF, Marilene "foi morta em decorrência de lesões produzidas por ação contundente" e Fernando, de 36 anos, foi morto a facadas. Já as duas meninas foram estranguladas. Além da família, um dos cachorros da casa também foi morto.
O único sobrevivente foi o irmão de Marilene. Roberto José Martins dormia em um quarto nos fundos. Ele também foi ouvido pela polícia nesta quarta. O sargento Cristiano prestou depoimento durante toda a tarde na Delegacia de Homicídios. Ao sair da delegacia, o sargento não quis se manifestar sobre o assunto.
A polícia informou que as armas do crime, uma enxada e uma vassoura, foram apreendidas. A delegacia também confirmou que Kauane teria sido vítima de violência sexual antes de ser morta asfixiada.
O sepultamento das vítimas acontece nesta quinta, no cemitério Tanque do Anil, em São João de Meriti.
A família morava no bairro Parque Tietê, que fica próximo a uma comunidade dominada pelo tráfico. O delegado Giniton Lages disse que a mãe das meninas seria usuária de crack e Leonardo, que hoje trabalha no Galeão, já teria se envolvido com o tráfico de drogas da comunidade.
Assista ao vídeo:















