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Família de desaparecido na Rocinha pede inclusão no Programa de Proteção à Testemunha

Mulher de Amarildo de Souza teme represália por parte de PMs da UPP da Rocinha

Rio de Janeiro|Do R7

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Amarildo de Souza está desaparecido desde o dia 13
Amarildo de Souza está desaparecido desde o dia 13

Na manhã desta quarta-feira (24), a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro se reuniu com a família do pedreiro desaparecido Amarildo de Sousa, que pediu inclusão ao Programa de Proteção a Testemunha com mede de sofrer represálias de policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, zona sul do Rio.

O governador Sérgio Cabral também participou da reunião e disse que vai mobilizar todo o governo do estadopara achar Amarildo. No dia 13 de julho, o pedreiro estava em frente à sua residência no momento que foi levado por PMs para ser averiguado na sede da UPP Rocinha. Desde então, ele está sumido.

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Elizabeth Gomes da Silva, mulher do pedreiro, acredita que o seu marido já não esteja mais vivo e afirma estar com medo de sofrer represálias por denunciar o sumiço do seu marido.

— Não recebi nenhum tipo de ameaça, mas estou com medo de os policiais virem e fazerem alguma maldade com a minha família. Meus filhos não querem ir para outro lugar. Estou dormindo na casa dos outros porque tenho medo de me matarem. Já vi pessoas serem ameaçadas e ficarem quietas, eu não vou me calar.

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Procurado pelo o R7, o comandante da UPP Rocinha, major Edson, disse que não vai se pronunciar até que o caso seja solucionado. Mas afirmou que ficará provado que a PM é inocente, e que só fez uma ação de rotina.

O caso está sendo investigado pela Delegacia da Gávea (15ª DP). No dia 18 de julho, o titular da DP, Orlando Zaccone, ouviu os quatro policiais militares da UPP da Rocinha suspeitos de estarem envolvidos do desaparecimento do morador.

Os agentes foram afastados da função e prestarão serviços administrativos na Coordenadoria de Polícia Pacificadora, até que inquérito seja concluído.

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