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Família de presa que teve bebê em presídio vai pedir guarda da criança; parto só foi descoberto após 15 dias

Familiares também não sabiam que a mulher estava presa

Rio de Janeiro|Do R7

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Segundo o primo da presa, Alace Machado, foi uma surpresa saber que ela teve um bebê na cadeia
Segundo o primo da presa, Alace Machado, foi uma surpresa saber que ela teve um bebê na cadeia

A família da presa que deu à luz dentro de uma solitária da penitenciária Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Bangu, zona oeste do Rio, deu entrada na 4ª Vara da Criança e do Adolescente para dar ganhar a guarda provisória do bebê. Depois de ser transferida para um hospital psiquiátrico dentro do próprio complexo penitenciário, a prese ainda não pode receber visitas.

Segundo familiares, eles não sabiam que Bárbara de Souza estava presa e grávida. Somente 15 dias depois de ter tido o bebê sozinha, os familiares souberem do ocorrido, porque o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), que havia sido acionado pela família para localizar a mulher, informou aos parentes.


Alace Machado, primo da presa, diz que foi uma surpresa saber que ela teve um bebê na cadeia, porque a família não tinha noticiais sobre mulher há meses.

— Foram dois choques. O primeiro por saber que ela estava grávida e o segundo por saber onde ela deu a luz à criança. Procuramos por ela em IML, delegacias, e até com o próprio Caps, até que eles descobriram que ela estava na penitenciária.


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Nesta segunda-feira (26), o juiz titular da VEP (Vara de Execuções Penais), Eduardo Oberg, determinou o afastamento provisório da diretora do presídio, Andreia Oliveira, e da subdiretora da unidade também deverá ser afastada até ser apurada a responsabilidade pelo caso. Na decisão, Oberg também ordena a abertura de inquérito na Delegacia de Bangu (34ª DP) para investigar o caso. A Seap também deverá investigar o caso internamente. O juiz diz que o caso "é de uma indignidade humana inaceitável nos dias de hoje".

Segundo relatos, outras detentas gritaram pedindo ajuda, mas não foram atendidas. A mãe saiu com o bebê nos braços e o cordão umbilical sem cortar. A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) informou que estava na unidade individual por excesso de agressividade. Após o nascimento da criança e o atendimento em um hospital, a presa teria retornado ao isolamento.


Em nota, a pasta informou que a mulher tem "crises de abstinência de drogas e sem consciência de que estava em trabalho de parto, acabou dando à luz dentro da cela". O bebê foi encaminhado para um abrigo, por decisão da 4ª Vara da Infância e da Juventude e do Conselho Tutelar, porque, segundo a Seap, a mãe tentou agredir o filho dentro do hospital. 

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