Família eletrocutada: polícia indicia direção da Ampla por homicídio doloso
Vítimas saíam da casa de familiares quando cabo de alta tensão se rompeu e atingiu carro
Rio de Janeiro|Do R7

A Polícia Civil concluiu nesta terça-feira (29) que a distribuidora de energia Ampla, que abastece parte da região metropolitana e da Baixada Fluminense, é culpada pela morte de quatro membros da mesma família. Funcionários da Ampla, como o presidente, o diretor e um engenheiro, foram indiciados por homicídio doloso.
No dia 3 de janeiro, Adão Orlando Silva Moraes, de 87 anos; Rafael Sergio Alcântara Oliveira, de 55 anos; e os menores Lucas Alcântara Oliveira e Gabriel Alcântara de Oliveira, 13 anos e 11 meses, morreram após um cabo de alta tensão atingir o carro em que eles estavam.
Em nota, a Ampla informou que "tem convicção de que não tem responsabilidade pelo triste acidente". Segundo a distribuidora, foram enviadas à delegacia de Neves (73ª DP), responsável pela investigação, "todas as evidências que comprovam que a companhia e seus funcionários não são responsáveis pelo acidente".
Para a distribuidora, a polícia "não considerou dados fundamentais sobre as causas do acidente". Assim como na nota emitida na época do acidente, "a Ampla identificou em seu sistema um curto-circuito de grandes proporções, ocasionado pelo impacto da tampa de um freezer na rede nas proximidades do local. O objeto foi lançado em decorrência da explosão de um freezer provocada por terceiros".
A perícia realizada pela Polícia Civil, segundo familiares, encontrou diversos fios remendados. Além das quatro mortes, Maria Nazaré Alcântara Oliveira, de 60 anos, ficou ferida e foi levada para o hospital Azevedo Lima em estado grave.















