Força Nacional vai começar operação no RJ na segunda-feira
Reforço tem objetivo de combater roubo de cargas e ações do crime organizado
Rio de Janeiro|Agência Brasil
O reforço de 300 policiais da Força Nacional, que chegou ao Rio há dois dias, vai às ruas na segunda-feira (15). As operações vão focar, em um primeiro momento, o combate ao roubo de cargas e a repressão ao crime organizado. As primeiras ações vão se concentrar na zona norte da cidade, junto aos complexos do Chapadão e da Pedreira, onde ocorrem a maior parte dos ataques a caminhões.
As informações foram divulgadas pelo subsecretário de Segurança do Rio, Roberto Alzir. Ele se reuniu, na tarde desta quinta-feira (11), com o diretor da Força Nacional , coronel Joviano Conceição Lima, com o comandante da Força Nacional na operação no Rio, coronel Benedito Pereira, além de representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Civil e da Polícia Militar.
— A ideia é aplicar esse efetivo no controle da criminalidade violenta, do crime organizado, com foco no roubo de veículos, na letalidade violenta e no roubo de cargas. Esse efetivo vai atuar nas manchas criminais, em cima de análises que realizamos, que apontam pontos críticos de criminalidade. Vias expressas também serão reforçadas — disse Alzir.
O subsecretário deixou claro que, em uma primeira fase, os integrantes da Força Nacional não vão entrar em favelas, realizando cerco no entorno. “O planejamento é dinâmico. Num primeiro momento a ideia é que a Força Nacional nos ajude no patrulhamento dessas vias expressas, no cerco dessas regiões, e que o policial local, mais acostumado com essa dinâmica de incursões, faça essa ação”, explicou.
Alzir comentou também a possibilidade do estado receber efetivo das Forças Armadas, como ocorreu no passado, durante processos prévios de implantação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Alzir disse que cogitou pedir a prorrogação da Força Nacional por mais 90 dias.
— Nenhum apoio está descartado por parte do estado. O governador sinalizou ao presidente Temer a necessidade de apoio do governo federal. Havendo o apoio das Forças Armadas, se somará a esse esforço nosso no controle da criminalidade.
Além dos 300 integrantes recém-chegados, a corporação tem mais 125 agentes que já estavam no estado desde fevereiro, convocados durante movimento de paralisação da Polícia Militar e para garantir as votações de medidas fiscais impopulares na Assembleia Legislativa.
A PRF não definiu o número de agentes que reforçarão a segurança no Rio nem quando chegam. Entre a missão prioritária da entidade está a de combate ao tráfico de armas nas estradas.















