Forças Armadas ficarão na Rocinha por tempo indeterminado
Comunidade foi palco de confrontos e tiroteios que geraram pânico
Rio de Janeiro|Do R7

As Forças Armadas entraram na tarde desta sexta-feira (22) na favela da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro, depois de chegarem ao local usando veículos blindados e helicópteros, na primeira vez que os militares ingressaram em uma favela desde a criação de uma força-tarefa entre forças estaduais e tropas federais.
De acordo com as autoridades, os militares ficarão por tempo indeterminado na comunidade, que foi palco de confrontos e tiroteios que levaram ao bloqueio de ruas e geraram pânico entre a população.
"As Forças vão continuar para dar apoio para estabilizar o local. Hoje entramos porque a topografia exigia, porque lá tem mata densa, área urbana e vielas", disse a jornalistas o chefe do Estado Maior conjunto, almirante Roberto Rossatto, ao ressaltar que as Forças Armadas estudam dar apoio em outras comunidades da cidade, caso haja solicitação do governo estadual.
"Criminosos conseguiram a evasão e estão na mata", diz secretário do RJ
Outras ações criminosas ocorreram em diversos pontos da cidade deixando moradores em pânico e alimentando uma onda de medo e boatos.
"Não foram ações orquestradas, até porque ocorreram em comunidades de facções diferentes", disse o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá.
— O Rio não está em guerra, mas tem um violência urbana difícil... não estamos em guerra, mas a polícia enfrenta armas de guerra.
Em meio a esse clima tenso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu a saída de Sá do cargo nesta sexta. O Palácio Guanabara emitiu nota defendendo o trabalho do secretário.
— É um presidente de um Poder que a gente deve respeitar, assim como dos senhores, porque temos opinião sobre futebol, religião e economia e política, mas não vou comentar. O cargo é do governador e vou ficar enquanto ele achar que devo permanecer.















