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Garis fazem novo protesto em frente à Comlurb; Renato Sorriso diz que apoia paralisação

Assembleia para decidir o rumo da greve estava marcada para esta quinta-feira (6)

Rio de Janeiro|Do R7

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Renato Sorriso também participou do protesto nesta quinta-feira (6)
Renato Sorriso também participou do protesto nesta quinta-feira (6)

No sétimo dia consecutivo de paralisação, os garis grevistas realizaram uma manifestação em frente à sede da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) no fim da manhã desta quinta-feira (6). Eles protestam contra as demissões de funcionários que aderiram à greve. De lá, cerca de mil manifestantes caminharam até a sede da Prefeitura do Rio.

Entre os presentes, o gari mais famoso do Carnaval carioca aderiu ao movimento e fez coro com os colegas. Renato Sorriso disse que, por ser gari, a causa tem o seu apoio. Policiais militares do Batalhão de Choque estiveram no local e acompanharam o grupo até a prefeitura.


Planejada para esta quinta, uma assembleia dos trabalhadores vai decidir se a categoria permanecerá em greve. Enquanto o movimento composto por dissidentes do sindicato estima que cerca de mil trabalhadores aderiram à greve, o sindicato minimiza a situação e estima a adesão em cerca de 200 homens.Um novo protesto foi marcado, por volta das 10h da próxima sexta (7), em frente a Prefeitura do Rio. 

Desde quarta, policiais militares e guardas municipais tiveram de escoltar garis que não aderiram à greve ou que voltaram a trabalhar durante as realizações dos serviços em ruas do Rio de Janeiro, na quarta-feira (6). A medida foi adotada porque, segundo o sindicato, muitos funcionários da Comlurb dizem estar sendo coagidos a parar suas atividades e teriam sido até proibidos de trabalhar.


Os grevistas negam e dizem que os policiais das escoltas têm usado da violência verbal para garantir a limpeza, principalmente das ruas na zona sul do Rio. Apesar do serviço desses funcionários, ruas do Rio amanheceram mais uma vez cheias de lixos, que causam o mau cheiro por quase toda cidade.

O grupo de garis do Rio de Janeiro que decidiu paralisar por um maior reajuste salarial, além de outros benefícios, deve voltar a se reunir nesta quinta (6) para discutir os rumos da greve. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro intermediou negociação dos trabalhadores grevistas com a prefeitura, que aceitou suspender as demissões, caso os trabalhadores retornem nesta quinta a seus turnos. A proposta dos grevistas incluía, além da suspensão da demissão dos cerca de 300 garis que receberam carta da Comlurb, reajuste salarial acima dos termos firmados entre sindicato e prefeitura.

Entretanto, como a prefeitura não aceitou o aumento salarial proposto, os garis decidiram manter o movimento, segundo Alexandre Pais, gari que integra o movimento. O acordo do sindicato prevê aumento do piso salarial de R$ 802,51 para R$ 874,79. Com o complemento de 40% de insalubridade, a remuneração chega a R$ 1.224,72. Já os grevistas exigem que o piso suba para R$ 1.200, mais os 40% de insalubridade.

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