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Gay assassinado: peritos acham sangue em boate e confirmam hipótese de espancamento

Polícia agora apura se houve manipulação nas gravações do circuito de monitoramento

Rio de Janeiro|Do R7, com Cidade Alerta

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Policiais, parentes da vítima e a dona do estabelecimento participaram da perícia na tarde desta quinta-feira (30)
Policiais, parentes da vítima e a dona do estabelecimento participaram da perícia na tarde desta quinta-feira (30)

Uma perícia realizada na tarde desta quinta-feira (30) na boate Queen, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, confirmou a hipótese de espancamento para a morte de Luis Antônio de Jesus, de 49 anos. Com o uso de luminol no banheiro da casa noturna (técnica aplicada para ressaltar manchas de sangue), policiais civis perceberam que havia muitas gotas de sangue espalhadas pelo chão, parede e vaso sanitário, mesmo após o espaço ter sido lavado.

O cabeleireiro foi encontrado desacordado com sinais de agressão no rosto e no pescoço no último domingo (26). Ele ficou internado por três dias no Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. A Divisão de Homicídios investiga o caso como homofobia (ódio a homossexuais).

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A perícia nesta quinta-feira durou três horas e contou com a participação da dona da boate, de parentes da vítima e de três testemunhas. Um laudo médico do IML já tinha apontado que a morte foi causada por traumas na cabeça por ação contundente.

O delegado Fábio Cardoso afirmou à reportagem da Record que a perícia e o laudo médico, juntos, formam provas suficientes para acreditar que o cabeleireiro morreu ao ser atingido por pancadas consecutivas. Ele comentou ainda sobre a postura da proprietária do estabelecimento, Jade Lima, durante as investigações.

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— Ela está colaborando, mas nós ainda não temos o nome de todas as pessoas que prestavam serviço na boate, como alguns seguranças. Por isso, estamos tendo que fazer várias diligências para tentar identificar e localizá-los.

Os policiais deixaram a boate com documentos de possíveis funcionários do local. O próximo passo será ouvir mais testemunhas do crime.

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Os investigadores também vão analisar as imagens gravadas pelas câmeras de segurança. Havia 32 delas espalhadas pela casa, mas nem todas estavam funcionando. O delegado vai apurar se o circuito de monitoramento foi alterado para livrar o responsável pela morte.

“Ele só queria dançar”, diz irmã

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Rosalina Brito, irmã da vítima, revelou que, na noite em que aconteceu a agressão, Luis Antônio estava muito feliz.

— Ele pediu para a minha filha levar ele para a boate porque queria dançar. No domingo de manhã, fui no quarto do meu irmão e vi que ele não tinha dormido em casa. Eu e minha filha fomos até a boate para saber se ele estava lá. Quando chegamos, a dona da Queen disse que ele tinha passado mal e que o Corpo de Bombeiros o levou para o hospital.

Assista ao vídeo:

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