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Governo do RJ quer tornar reúso de água obrigatório para indústrias

Pezão anunciou que vai criar projeto de lei para estabelecer nova política

Rio de Janeiro|Do R7

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Em meio à crise hídrica que ameaça o Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão anunciou, nesta quinta-feira (29), a intenção de criar um projeto de lei que visa estabelecer uma política de reúso de água. Depois de elaborado, o texto será encaminhado à Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

— Vamos discutir o tema na Alerj para fazer com que as empresas adotem água de reúso. A nossa prioridade é o abastecimento humano.


Nesta tarde, o secretário de Estado do Ambiente, André Corrêa, se reuniu com representantes das quatro principais empresas dos ramos metalúrgico e siderúrgico do Distrito Industrial de Santa Cruz para definir projetos alternativos de captação de água.

Após o encontro, ficou acertado que, nesta sexta-feira (30), as empresas — CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), Gerdau, FCC (Fábrica Carioca de Catalisadores) e Furnas — apresentarão um documento oficializando as informações que apontem a quantidade e a qualidade da água utilizada para manter as suas operações. Com estes dados, o secretário do Ambiente e o presidente da Cedae (Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), Jorge Briard, esperam formatar um novo mecanismo de reúso da água dessas indústrias.


Essa reunião aconteceu depois que o reservatório de Santa Branca, um dos quatro que abastecem o Estado do Rio de Janeiro, atingiu o volume morto. Esse é o segundo a chegar ao nível zero. Na quinta-feira (22), o reservatório de Paraibuna também atingiu o volume morto.

Segundo André Corrêa, a situação destas empresas é particularmente mais grave porque utilizam a água do rio Paraíba do Sul, abaixo do sistema de captação do Guandu, responsável pelo abastecimento de 9 milhões de habitantes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.


Reduc

O secretária do Ambiente anunciou que a próxima convocada para uma rodada de negociação será a Reduc (Refinaria de Duque de Caxias). O objetivo é que a refinaria se adeque ao novo sistema.

De acordo com a Secretaria Estadual do Ambiente, a empresa detém uma outorga de captação de dois milímetros cúbicos por segundo, volume superior ao necessário. No caso específico da Reduc, esse volume poderá ser revisto, e adotada uma solução semelhante à do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro ), que já utiliza a água produzida a partir do esgoto tratado na Estação de Alegria, no Caju.

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