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Governo do RJ vai criar 5 mil vagas no sistema penitenciário em três anos

Iniciativa busca frear crise de superlotação nos presídios fluminenses

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo do Rio de Janeiro planeja criar 5.180 novas vagas no sistema penitenciário em três anos para combater a superlotação.
  • O projeto será financiado por R$ 33 milhões do Fundo do Tribunal de Justiça, R$ 79 milhões do Fundo do Ministério da Justiça e R$ 330 milhões do estado do Rio de Janeiro.
  • Estudos e um plano de longo prazo serão elaborados até 2027, com mecanismos de transparência e monitoramento.
  • A medida é vista como essencial para melhorar a segurança pública e a funcionalidade do sistema penitenciário, segundo autoridades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sistema penitenciário enfrenta superlotação histórica Rogério Santana/Divulgação

Acordo entre as áreas de Justiça e segurança pública do Rio de Janeiro pretende criar, em três anos, 5.180 vagas no sistema penitenciário do estado do Rio.

Com o pacto, que tem vigência de 11 anos, o Estado ficará encarregado de executar um plano estruturado para criação de, no mínimo, 5.180 novas vagas no sistema prisional ao longo de três anos, de 2026 a 2028. Serão 2.180 vagas em 2026, com acréscimo de módulos em unidades já existentes, 1.500 vagas em 2027 e 1.500 vagas em 2028.


O financiamento contará com R$ 33 milhões do Fundo do Tribunal de Justiça, R$ 79 milhões do Fundo do Ministério da Justiça (via Senappen) e aportes do estado do Rio de Janeiro, que somam R$ 70 milhões no primeiro ano e R$ 260 milhões nos dois anos subsequentes.

O documento prevê a elaboração de estudos até dezembro de 2027 e de plano de longo prazo no período de 2029 a 2036, além de mecanismos rígidos de transparência e monitoramento.


“Não há como se discutir segurança pública sem tratar da funcionalidade do sistema penitenciário. A superlotação é causa da degradação do ambiente prisional, favorece atividades e facções criminosas, viola direitos fundamentais e compromete a segurança pública”, disse o promotor de Justiça Murilo Bustamante.

De acordo com o promotor, a eliminação do déficit de vagas é “providência essencial” para a adequada e efetiva promoção da responsabilidade penal.


Para o governador em exercício, Ricardo Couto, a assinatura representa dever constitucional de apresentar os estabelecimentos prisionais de maneira adequada para o cumprimento da execução penal. “Todos os polos da sociedade, depois de um debate pleno, participaram para chegarmos a esse plano”, disse.

De acordo com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o estado do Rio de Janeiro tem cerca de 46,3 mil pessoas presas em celas físicas. O número total pode variar conforme a inclusão de pessoas em prisão domiciliar com ou sem monitoramento eletrônico.


O sistema enfrenta superlotação histórica com um grande déficit de vagas em relação ao total de custodiados.

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