Governo e TJ decidem realizar audiência de presos perigosos por videoconferência
Discussão sobre o assunto ganhou força após invasão ao Fórum de Bangu
Rio de Janeiro|Do R7
Após reunião com a desembargadora Leila Mariano, presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), o governador Sérgio Cabral anunciou que a audiência de criminosos considerados muito perigosos será realizada por videoconferência. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (5), no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul.
A discussão sobre a segurança em audiências veio à tona após o episódio da última quinta-feira (31), quando criminosos tentaram resgatar dois réus no Fórum de Bangu, na zona oeste do Rio. O confronto terminou em um tiroteio e causou a morte de duas pessoas – um menino de oito anos e um PM.
Na segunda-feira (4), a desembargadora classificou a ação como um atentado. Leila não considera que houve falha de segurança no interior do fórum, mas “um problema de segurança pública”.
— Foram 15 meliantes que participaram da ação criminosa. Eles transitaram de Belford Roxo até Bangu portando armas de grosso calibre. O que aconteceu foi um verdadeiro atentado, um dia anormal. Foi uma coisa nunca ocorrida no nosso Estado.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio afirmou que programa o número de seguranças para cada audiência de acordo com a periculosidade dos réus, a partir de informações cedidas pelo Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária).
A Polícia Civil descobriu que o bando tinha o objetivo de resgatar dois traficantes presos, que estavam em audiência no Fórum de Bangu. Eram eles Alexandre Bandeira de Melo, conhecido como Pilho, e Vanderlan Ramos da Silva, o Chocolate.
A opção das videoconferências é válida desde 2009, quando uma lei no Estado autorizou que presos participem de audiências sem sair dos presídios, com os depoimentos sendo transmitidos ao vivo para os fóruns.















