Greve dos professores do Rio tem baixa adesão no 1º dia de paralisação
Sindicato diz que não deve comparecer na terça (13) à audiência de conciliação no STF
Rio de Janeiro|Do R7
A adesão de professores à greve anunciada para esta segunda (12) por período indeterminado é baixa, segundo balanço da Secretaria de Estado de Educação nesta manhã. O R7 entrou em contato com escolas municipais nas zonas norte, sul e oeste da capital que relataram funcionamento normal. A secretaria municipal informou que o funcionamento das unidades escolares transcorre dentro da normalidade. Até às 14h, a secretaria havia contabilizado apenas 157 faltosos, dentro do universo de 42.570 professores de toda a rede municipal.
Na tarde desta segunda, 269 professores estaduais, de um total de 75 mil (ou seja, 0,3%), faltaram ao trabalho e nenhuma escola deixou de funcionar, segundo a secretaria.
Já Suzana Gutierrez, uma das coordenadoras do Sepe-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro), disse que um grupo percorre nesta segunda as escolas municipais e estaduais do Rio a fim de verificar a adesão e convencer docentes a cruzarem os braços. Para ela, a baixa adesão é comum por ser o primeiro dia. Suzana lembrou que, no ano passado, quando as redes de ensino ficaram cerca de três meses sem aulas, a adesão à greve se deu na segunda semana da paralisação.
O esvaziamento pode também estar relacionado à audiência de conciliação entre o Sepe-RJ, o município do Rio de Janeiro e o governo do Estado, convocada para terça (13) pelo ministro Luiz Fux do STF (Supremo Tribunal Federal). A coordenadora do Sepe disse que, até a manhã desta segunda, o sindicato não foi convocado oficialmente para a reunião e, desse modo, não deve enviar representantes.
O objetivo da audiência é identificar e superar obstáculos para o cumprimento de acordo firmado em outubro de 2013. Os professores alegam que tal acordo foi descumprido.
Entre as reivindicações da categoria, estão o plano de carreira unificado, reajuste salarial de 20% incluindo os aposentados, o fim da terceirização do serviço, redução para 30 horas a carga horária semanal dos funcionários administrativos, reconhecimento do cargo de cozinheiro escolar e a convocação imediata dos aprovados no concurso para professor de 40 horas da rede municipal. Os docentes municipais alegam que as faltas da greve de 2013 não foram abonadas.
Em assembleia na quarta passada (7), os professores estaduais e municipais decidiram entrar em greve a partir desta segunda. Na próxima quinta (15), nova assembleia dos professores no Clube Municipal, na Tijuca, zona norte, deve acontecer para definir os rumos da greve.
Em outubro de 2013, o ministro Luiz Fux, suspendeu liminarmente decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que autorizava o corte de pontos dos professores em greve e convocou audiência de conciliação. Ficou acordado, pelos professores, a volta ao trabalho, e pelo poder público, a devolução dos dias cortados com reposição dos dias parados e a criação de grupos de trabalho para discutir as questões administrativas pendentes.















