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Grupo de traficantes é suspeito de espancar e matar homem vestido de bate-bola na zona norte

Oito horas depois de dar entrada no Hospital Getúlio Vargas, Marcos morreu

Rio de Janeiro|Do R7

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Marcos deixou sua mulher e um filho de dois anos
Marcos deixou sua mulher e um filho de dois anos

Um homem de 22 anos foi espancado por criminosos em uma comunidade da zona norte. Marcos Vinícius Nogueira estava vestido de bate-bola — uma fantasia de palhaço tradicional na periferia do Rio, também conhecida como Clóvis — e teria sido confundido com um criminoso rival. Marcos se fantasiava de bate-bola desde criança, mas foi a primeira vez em que foi brincar próximo à comunidade de Furquin Mendes, no Jardim América, zona norte, com outros garotos fantasiados. Lá, criminosos torturaram e agrediram os rapazes que estavam vestidos de bate-bola. Depois de espancado, ele foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, mas teria ficado mais de cinco horas à espera de atendimento. Oito horas depois de dar entrada no Hospital, Marcos morreu.

Segundo a mulher de Marcos, ele saiu como se estivesse se despedindo.


— Ele falou que me amava e que amava nosso filho. Falou para eu cuidar da minha irmã, da mãe dele.

Hugo Santiago era amigo de Marcos e estava com o grupo quando eles foram agredidos pelos traficantes.


— A gente não foi para arranjar confusão. Entramos tranquilo, mas deu tudo errado. E do nada virou um grande inferno, um quebra-quebra.

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