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Grupo do RJ investigado por fraude no BPC teria causado prejuízo de R$ 30 milhões, diz PF

Entre envolvidos, estão gerentes bancários e servidores públicos, que acessavam plataformas restritas; agentes cumpriram 8 mandados

Rio de Janeiro|Do R7, em Brasília

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Em um dos endereços, foram apreendidos computadores, celulares e dinheiro em espécie Divulgação/PF - 17.7.2025

A Polícia Federal cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro no âmbito de uma investigação sobre uma organização criminosa que atua há mais de 10 anos aplicando fraudes contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

De acordo com a corporação, o grupo operava por meio de um “complexo esquema articulado para burlar benefícios assistenciais, mais precisamente o BPC (Benefício de Prestação Continuada)”.


RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal investiga um grupo do RJ por fraudes no BPC, estimando prejuízo de R$ 30 milhões.
  • O grupo realizava requerimentos fraudulentos para concessão indevida de benefícios assistenciais.
  • As investigações revelaram uma organização criminosa bem estruturada, envolvendo gerentes bancários e servidores públicos.
  • Os envolvidos podem responder por crimes como estelionato previdenciário e lavagem de dinheiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo os investigadores, considerando o longo período de atuação do grupo, estima-se que o prejuízo total aos cofres públicos ultrapasse R$ 30 milhões.

A PF conseguiu identificar os principais integrantes e a dinâmica operacional da organização, além de ter obtido acesso a conversas, documentos e outros elementos que comprovaram a formalização de 415 requerimentos fraudulentos.


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Esses pedidos resultaram na concessão indevida de benefícios e geraram um prejuízo de R$ 1,6 milhão em apenas seis meses.

Entre os envolvidos estão gerentes bancários, servidores públicos e outros agentes que acessavam plataformas restritas, como o Meu INSS, para obter dados de terceiros e executar as fraudes.


“As investigações identificaram uma organização criminosa bem estruturada, formada por profissionais que usavam seus conhecimentos técnicos para fraudar benefícios”, destacou a PF.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato previdenciário, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.


Mandados

As buscas são realizadas em endereços das seguintes cidades:

  • Rio de Janeiro - 3;
  • Armação dos Búzios - 2;
  • Cabo Frio;
  • São Gonçalo;
  • Casimiro de Abreu.
Policiais federais estiveram em endereços de cinco cidades cariocas Divulgação/PF - 17/7/2025

“Professor”

Um dos principais investigados era responsável por ensinar os demais membros da organização a praticar as fraudes.

Segundo as investigações, os integrantes realizavam diversos requerimentos por dia, a ponto de não conseguirem sequer abrir todas as contas bancárias vinculadas aos benefícios, devido ao alto volume. Isso, por vezes, resultava na suspensão dos pagamentos por ausência de saque.

Grupo contava com "professor", que ensinava os demais membros da organização a praticar as fraudes Divulgação/PF - 17.7.2025

Relatório

As investigações começaram a partir de um relatório encaminhado pelo Núcleo Regional de Inteligência Previdenciária e Trabalhista no estado do Rio de Janeiro, que também apoiou o restante das apurações. O órgão é vinculado à Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, que integra a estrutura do Ministério da Previdência Social.

O documento apontava indícios de irregularidades em benefícios do tipo BPC, concedidos e mantidos na Agência da Previdência Social de Arraial do Cabo (RJ).

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