Guarda dribla trânsito para ajudar grávida a chegar a hospital
Estefani Maniere Guimarães saiu de casa em trabalho de parto, mas ficou presa no caminho por causa do ônibus sequestrado na ponte Rio-Niterói
Rio de Janeiro|Karolaine Silva, do R7*

Em meio ao trânsito provocado pelo sequestro de um ônibus na ponte Rio-Niterói, nessa terça-feira (20), uma grávida tentava chegar ao hospital para dar à luz.
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Estefani Maniere Guimarães, de 27 anos, saiu de casa, em Itambi, no município de Itaboraí, acompanhada do marido e da sogra, já em trabalho de parto, mas ficou presa no caminho.
Diante da urgência, um guarda municipal de Niterói, região metropolitana do Rio, que desviava o trânsito na rua Benjamin Constant, no Barreto, usou a moto para driblar o trânsito e levar a grávida até o hospital.
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"Tentei desobstruir o caminho, mas não era possível, estava tudo muito parado, e ela dizia que as contrações estavam aumentando. Mesmo eu explicando que só tinha a moto, a família concordou e pediu que eu a levasse. Fui devagar e o tempo todo me preocupando em perguntar se ela estava bem e se queria que eu parasse", contou André Luiz Taranto, guarda do grupamento motorizado de trânsito.
Estefani chegou ao hospital às 12h40 e às 13h44 nasceu Morena, uma bebê saudável de 47 cm e 2.890 kg.
Taranto retornou para dar notícias à família e ainda deu carona para o pai da menina, Ronald Natam, encontrá-las.
"Ele [o guarda] foi super prestativo e cuidadoso comigo, me deixando dentro do hospital até saber que eu estava bem e depois ainda deu atenção ao meu marido. Nunca vou poder agradecer a todo esse carinho", disse Estefani.
A avó paterna de Morena, a faxineira Ana Lucia Silva de Oliveira, de 42 anos, fez questão de elogiar a ação do guarda.
"Se não fosse a atitude dele, o parto poderia ter sido traumático, na rua mesmo. Nós já tínhamos visto o guarda, e eu sabia que estava de moto, mas era melhor a moto do que a neném nascer no meio do trânsito.”
*Estagiária do R7, sob supervisão de Ana Vinhas
















