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Helicóptero lança panfletos do Disque-Denúncia sobre a Rocinha

Portal recebeu 284 denúncias desde o início dos confrontos

Rio de Janeiro|Do R7*

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Polícia pede que população denuncie esconderijos de criminosos
Polícia pede que população denuncie esconderijos de criminosos

Um helicóptero do Exército sobrevoou a Rocinha, zona sul do Rio, na manhã desta terça-feira (26). Os soldados lançaram panfletos que pedem a população que denuncie os esconderijos de criminosos. Desde o dia 16, o Disque-Denúncia recebeu 284 denúncias sobre os confrontos da comunidade. Apenas nessa segunda (25), foram recebidas 83 ligações.

De acordo com o portal, as denuncias apontam, na maior parte das vezes, para a localização de armas e bandidos e possível migração dos criminosos para outras comunidades. 


Na segunda, a Polícia Civil informou que 59 suspeitos de participar dos confrontos na Rocinha foram identificados. Desses, 29 já tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça e outros 30 estão com pedidos encaminhados. Segundo a polícia, o chefe do tráfico na favela, Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, indicou na sexta (22) que poderia entregar-se à Polícia Federal, mas teria desistido após o cerco militar.

O Disque-Denúncia oferece uma recompensa de R$ 50 mil por Informações que levem ao paradeiro de Rogério 157. O valor é um dos mais altos da história do portal.


As denúncias também podem ser feitas através do APP "Disque Denúncia Rio", onde é possível enviar fotos e vídeos com a garantia do anonimato.

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Escolas fechadas


O clima nesta terça é de aparente tranquilidade na Rocinha, apesar de uma ação do Batalhão de Choque no interior da comunidade. Tiros chegaram a ser ouvidos no início da manhã, mas não houve registro de feridos ou presos, segundo a PM. Por segurança, as escolas públicas e privadas da região permaneceram fechadas.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, seis escolas e três instituições infantis não funcionaram, deixando cerca de 3.350 alunos sem atendimento.

Unidades de saúde suspensas

Por conta das operações policiais e risco eminente de tiroteios na região, o funcionamento das unidades de saúde da Rocinha foram alterados. A Upa da Rocinha, a clínica da Família e o Caps (Centros de Atenção Psicossocial) Maria do Socorro estavam fechadas pela manhã. As equipes foram divididas e realocadas em unidades instalações na Gávea, para atendimento da população. O Centro Municipal de Saúde Albert Sabin e a Clínica da Família Rinaldo de Lamare estão com funcionamento normal.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ao longo do dia serão feitas novas avaliações sobre a possibilidade de reabertura plena das três unidades que estavam sem atendimento pela manhã.

Jaqueline Suarez, estagiária do R7 Rio

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