IBGE: mais de 100 mil casas de favelas da Grande Rio ficam em encostas
Estudo mostra o perfil das comunidades na capital fluminense e região metropolitana
Rio de Janeiro|Do R7

As favelas na região metropolitana do Rio de Janeiro estão, predominantemente, em regiões planas, onde é possível a circulação de carros. Foi o que constatou um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta quarta-feira (6). Cerca de 20% — 103,7 mil — das casas localizadas em comunidades ficam em áreas de encosta.
Três em cada quatro barracos das favelas brasileiras ficam em regiões metropolitanas
Os pesquisadores identificaram que as casas situadas em áreas de encosta estão principalmente na região central e na zona sul da capital fluminense. Nesses locais ficam grandes complexos, como a Rocinha, o Vidigal, o Borel, além do conjunto de comunidades entre os bairros do Catumbi e Estácio.
Esse tipo de favela, segundo o estudo, tem ruas ou vielas estreitas e muitas escadarias, o que impede a circulação de carros e caminhões e permite o deslocamento a pé ou de moto. A maior parte das casas nessas comunidades tem dois ou mais pavimentos.
Na região norte da cidade do Rio, as residências estão divididas entre morros e áreas planas. A ocupação naquela localidade foi impulsionada pela implantação das linhas férreas. É lá que estão o complexo de favelas do Alemão, da Maré, dos Lins, de Manguinhos, e a favela do Jacarezinho. Apesar de uma diferença em relação às comunidades da zona sul, na zona norte as ruas também são estreitas e os moradores se deslocam, principalmente, a pé ou de moto.
Segundo o IBGE, na zona oeste do Rio, 80% das moradias das favelas estão em locais planos, contrastando ao restante da capital. A densidade populacional nessas comunidades também é menor, sendo que boa parte das casas tinha um ou dois pavimentos. As ruas são maiores e permitem a passagem de carros e caminhões.
Região metropolitana
Com exceção de Niterói, onde a maioria das favelas está em área de encosta, os demais municípios da região metropolitana do Rio têm comunidades com um perfil semelhante ao da zona oeste. O IBGE constatou que em Paracambi, Japeri, Queimados, Seropédica, Mesquita, São João de Meriti, Magé, Itaboraí e Tanguá, mais de 80% dos domicílios estavam em terreno plano, com vias mais largas e tinham casas de um ou dois andares.
A pesquisa ainda mostrou que 7.328 casas estão em áreas de ferrovias e outras 11,9 mil às margens de rodovias. Esse tipo de ocupação, além de ser um risco aos moradores, é irregular, porque as vias precisam de um espaço caso precisem ser ampliadas.















