Índio mantém protesto e se recusa a descer de árvore no Rio
Bombeiros tentaram retirar o índio com uma escada magirus, sem sucesso
Rio de Janeiro|com R7

Policiais militares do Batalhão de Choque arrastaram à força dez manifestantes que permaneciam sentados em volta de uma árvore onde, no alto, a 4 m de altura, estava um homem de cocar. Pendurado a um galho, o manifestante protesta desde as 9h30 contra a retirada de indígenas e ativistas da área do antigo Museu do Índio, vizinho ao estádio do Maracanã, na zona norte do Rio. Até as 15h, ele continuava sentado no alto da árvore.
Os manifestantes foram agarrados e retirados do entorno da árvore pela PM, que agora cerca o tronco com grades. Identificado não oficialmente como Urutau Guajajara, o homem permanece quieto na maior parte do tempo. Além do cocar de penas coloridas, veste apenas uma bermuda. O Corpo de Bombeiros estendeu uma escada do tipo magirus em direção à arvore, mas o homem se recusou a descer. No momento, há 20 PMs dentro da área cercada. Eles estudam com os bombeiros o que fazer para tirar o manifestantes do galho alto. Há pouco, ele pediu água. Um bombeiro lhe entregou um copo.
O conflito aconteceu às 12h30. Havia 30 manifestantes sentados em protesto nas imediações do tronco. A PM mandou todo mundo sair. Só dez ficaram, e foram arrastados em meio a gritos e ameaças. Um homem, que dirigia desaforos a policiais, foi preso em flagrante. Os demais chamavam os PMs de "cachorrinhos do Cabral" (referência ao governador Sérgio Cabral). Com eles, uma faixa com a pergunta, em inglês, sobre onde foram parar os ossos do pedreiro Amarildo de Souza, que teria sido morto pela PM em julho, na favela da Rocinha. O corpo jamais apareceu.
No fim da manhã, a Polícia Militar deteve 24 pessoas que ocupavam desde domingo (15) um prédio ao lado do Museu do Índio.















