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Inspetor-chefe da Guarda Municipal é exonerado após vídeo mostrar agressão a ambulante

Determinação foi do secretário de Ordem Pública que teve acesso ao vídeo da ação

Rio de Janeiro|Do R7

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Inspetor-chefe é exonerado após agredir ambulante em dezembro
Inspetor-chefe é exonerado após agredir ambulante em dezembro

O inspetor-chefe da Guarda Municipal, Rodrigo Queiroz, que também é policial militar, foi exonerado nesta terça-feira (23), após ser flagrado agredindo um ambulante em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, em dezembro de 2015. Ele deve voltar à Pmerj, onde trabalhava na DGP (Diretoria Geral de Pessoal).

A determinação ocorreu depois que o secretário de Ordem Pública, Leandro Matieli, teve acesso ao vídeo que registrou a violência.


Segundo a Guarda Municipal, foi aberto um processo apuratório para investigar o caso. Interinamente, o secretário de Ordem Pública responderá pela Guarda Municipal. O cargo de inspetor-chefe equivale ao de comandante da corporação.

Na madrugada do dia 13 deste mês (sábado posterior ao Carnaval), agentes da GM-Rio protagonizaram outra ação violenta ao reprimirem foliões que estavam em um bloco de rua na praça Mauá, no centro.


O jornalista Bernardo Tabak relatou em sua página em uma rede social como agentes o espancaram depois que ele gravou com o telefone celular as ações da Guarda. Ele começou a gravar um vídeo no momento em que os agentes lançavam bombas de gás lacrimogêneo e batiam “gratuitamente” nos foliões. Quando os guardas viram Bernardo filmando, imobilizaram-no e decretaram prisão por desacato. 

Segundo o jornalista, os foliões não estavam depredando as áreas públicas. “Não presenciei o começo do tumulto. Estava no meio da praça. Mas vi de longe uns guardas batendo em gente gratuitamente, indiscriminadamente, que tentavam simplesmente se desvencilhar da confusão. Afirmo: não vi qualquer depredação durante todo o desfile, não vi pichações e não vi ninguém lançando garrafas contra a Guarda (nem em nenhum dos vários vídeos que já assisti até agora).”


Após as denúncias, a Guarda Municipal afastou 15 agentes envolvidos na agressão e abriu uma sindicância para investigar o caso. O responsável pela equipe foi exonerado do cargo. Os agentes investigados vão permanecer afastados das atividades nas ruas e passarão a desempenhar funções administrativas até o final da sindicância.

No último domingo (21), um ato contra a repressão ao Tecnobloco aconteceu no centro do Rio. A Ala dos Machucados, composta por foliões feridos por PMs e guardas em blocos de rua, participou da manifestação "Liberdade, folia e luta! — 2º Ato carnavalesco em repúdio à violência diária do Estado" que levou música às ruas da região central, do Largo da Prainha até a praça Mauá, onde fica o Museu do Amanhã.

Agentes da Guarda também reprimiram no dia 3 de janeiro com balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta um bloco de pré-Carnaval na escadaria da Câmara Municipal na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. O bloco integrava a Abertura do Carnaval Não Oficial 2016. A Bloqueata da Desliga informou que o bloco transcorria de forma pacífica quando um ambulante que se encontrava em meio aos foliões foi agredido a golpes de cassetete por guardas municipais.

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