Irmão de PM carbonizado diz que polícia demorou a agir
Testemunha teria informado local onde agente era mantido refém, mas Batalhão não enviou equipes para averiguar denúncia
Rio de Janeiro|Rayssa Motta*, do R7, com RecordTV Rio

A família do policial militar encontrado carbonizado nesta segunda-feira (23) dentro de um carro em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, cobra empenho nas investigações do crime. O cabo Samuel Ribeiro, de 37 anos, estava desaparecido desde a tarde do dia anterior, quando saiu para abastecer o carro no bairro Porto do Rosa.
O batalhão do município tomou conhecimento do caso por volta das 19h do domingo (22), mas segundo o irmão da vítima, faltou rapidez por parte da corporação.
— Através do 190, houve a informação dizendo o local que ele tinha sido sequestrado. Teve uma testemunha que viu e passou essa informação. A pessoa responsável não tomou as ações que deveriam ser tomadas — declarou Simões Ribeiro, em entrevista à RecordTV.
Simões acredita que o irmão tenha sido sequestrado após ser identificado como policial militar em uma tentativa de assalto.
Em nota, a PM afirmou que o Comandante do 4º CPA (Comando de Policiamento de Área) determinou a prisão disciplinar do oficial responsável pelo 7º BPM (São Gonçalo) no dia do crime, por não ter acionado nenhuma equipe para tentar o resgate da vítima. A prisão é fruto de uma averiguação sumária instaurada para apurar a circunstância do fato.
Samuel era casado há um ano e não deixa filhos. Ele era lotado na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Morro do Borel, na Tijuca, na zona norte da capital.
*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa















