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Jovem morto em favela com UPP é enterrado

Família e moradores de Manguinhos acusam PMs de agressão; caso é investigado

Rio de Janeiro|Do R7

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A mãe da vítima, familiares e testemunhas foram ouvidos pela polícia
A mãe da vítima, familiares e testemunhas foram ouvidos pela polícia Marco Campos/Agência O Dia/Marco Campos

O jovem Paulo Roberto Menezes, de 18 anos, que morreu na quinta-feira (17) na comunidade Manguinhos, zona norte, foi enterrado nesta sexta (18). Moradores do local afirmaram que ele foi espancado por policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na madrugada de quinta.

O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou hematomas pelo corpo dele, mas não comprovou que as agressões foram a causa da morte.


Na delegacia, cinco PMs suspeitos pelas agressões prestaram depoimento durante a tarde e disseram que já encontraram o rapaz desacordado no beco. De acordo com os relatos dos policiais, ele estava sob efeito de drogas.

A mãe da vítima, familiares e testemunhas também foram ouvidos pela polícia. O delegado aguarda os resultados dos laudos da perícia.


Houve confusão na comunidade durante a tarde. Moradores protestaram contra os policiais e atiraram pedras contra a sede da UPP. Os PMs deram tiros para o alto. Uma adolescente de 17 anos foi baleada na perna. Ela foi hospitalizada, tem quadro estável e deve receber alta nesta sexta-feira.

Peritos estiveram em Manguinhos e coletaram provas no local do crime. A polícia apura se a mancha de sangue que existe em um muro na comunidade é de Paulo Roberto. Uma testemunha contou à reportagem da Record que viu quando os policiais acertaram socos e joelhadas no rapaz. Ele já tinha sete anotações criminais.

A ocupação policial de Manguinhos ocorreu há um ano.

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