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Julgamento da candidatura de Garotinho no TSE nesta quinta (8) pode definir eleição no RJ

Se os votos dados ao candidato forem anulados, o concorrente Douglas Ruas pode ser declarado eleito governador no 1º turno

Rio de Janeiro|Do R7

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Julgamento do caso de Garotinho pode impactar no resultado das urnas Tânia Rêgo/Agência Brasil

O plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) analisa nesta quinta-feira (8) o imbróglio jurídico da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do estado do Rio de Janeiro. O resultado do julgamento pode impactar diretamente no resultado das eleições de 2026.

A sessão na Justiça Eleitoral, marcada para começar às 10h, vai examinar se Garotinho pode desistir do recurso apresentado contra o indeferimento da sua candidatura pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) em decorrência de uma condenação por improbidade administrativa.

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O ex-governador do Rio, terceiro colocado no 1º turno, comunicou a desistência do processo após o resultado das urnas. Porém, os votos direcionados a ele ficaram classificados como “sub júdice” na votação.

Ruas e Paes aguardam decisão para saber se haverá 2º turno Montagem/ Reprodução/ Facebook

Se os mais de 274 mil votos que Garotinho recebeu forem considerados nulos, a decisão alteraria o atual cenário da eleição para governador no Rio.

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Neste caso, a Justiça Eleitoral mandaria o TRE-RJ recontar o total de votos válidos. O candidato Douglas Ruas (PL) obteve 49,27% dos votos, enquanto Eduardo Paes (PSD) conseguiu 42,76%.

Em uma nova contagem, Ruas pode ultrapassar 50% do índice e ser declarado eleito para o cargo sem a necessidade de realização do 2º turno.

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Posicionamento da PGE

Após a defesa de Garotinho protocolar a desistência do recurso, o relator do caso, o ministro Floriano de Azevedo, pediu um parecer da PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) sobre a situação.

O órgão declarou ser favorável à homologação da renúncia do candidato e à anulação dos votos recebidos por ele.

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Polêmica com advogado

Nos bastidores, a manifestação do vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, foi o centro de uma polêmica. Isso porque, no sistema da Justiça Eleitoral, aparecia como autor do documento o advogado Marcello Dias de Paula, que representa Garotinho.

Diante da repercussão, Espinosa afirmou ter produzido o parecer do caso e alegou um possível “erro técnico” no sistema da Justiça Eleitoral. À imprensa, a defesa de Garotinho também negou participação na elaboração do documento.

Já o TSE declarou que “eventuais desvios ou fraudes, se questionados, serão analisados no julgamento”.

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