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Julgamento de mais 2 envolvidos na morte de juíza deve terminar de madrugada

Charles Azevedo Tavares e Alex Ribeiro Pereira são acusados de financiar crime

Rio de Janeiro|Do R7

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Patrícia Acioli foi atingida por 21 tiros na porta de casa em 2011
Patrícia Acioli foi atingida por 21 tiros na porta de casa em 2011

O 3° Tribunal do Júri de Niterói está julgando nesta quinta-feira (3) os policiais militares Charles Azevedo Tavares e Alex Ribeiro Pereira, acusados de participar do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em agosto de 2011 em Niterói. A sessão deve terminar na madrugada desta sexta-feira (4).

A primeira testemunha ouvida pela juíza Nearis Carvalho dos Santos foi o delegado Felipe Ettore, que, na época, trabalhava na Divisão de Homicídios do Rio, que investigou a morte da juíza. Segundo o policial, os dois acusados participaram do crime fornecendo apoio financeiro e logístico à operação.


O delegado disse que o plano inicial do GAT (Grupo de Ações Táticas) do Batalhão de Alcântara (7º BPM), do qual os réus faziam parte, era contratar milicianos para matar a juíza. Para isso, os policiais abririam mão de duas semanas do chamado "espólio de guerra", que era o produto apreendido em operações policiais pelo grupo e desviado sem ser apresentado à polícia.

Em julho de 2011, quando a magistrada decretou a prisão de dois integrantes do GAT, entre eles a de Sammy, os PMs teriam decidido matar, eles mesmos, a juíza, o que acabou acontecendo, um mês depois, em 11 de agosto, quando ela decretou a prisão de todos os outros integrantes do grupo.


A segunda testemunha ouvida foi o inspetor da Polícia Civil José Carlos Guimarães. Ele afirmou ter conhecimento de que ambos os réus já respondiam a diversos processos por homicídio na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde a juíza Patrícia Acioli era titular. O inspetor confirmou que, de acordo com o que foi apurado nas delações premiadas, os PMs Anderson e Sammy não participaram da execução do crime, ficando responsáveis pelo financiamento da ação, que permitiu a compra do carro e da moto usados no dia do assassinato, assim como de dois celulares e de armas.

Estão previstos ainda os depoimentos de mais três testemunhas de acusação e quatro de defesa. Mais dois acusados do crime, os policiais militares Handerson Lents Henrique da Silva e Sammy dos Santos Quintanilha Cardoso, também seriam julgados hoje, porém a defensora pública de Handerson alegou não ter tido tempo hábil para ler todo o processo. Como o réu Sammy pediu para trocar de advogado no inicio da sessão, a juíza adiou o julgamento dos dois réus para o dia 14 de abril, às 8 h.

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