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Justiça decreta prisão de policial que matou estudante por ciúme

Isadora Calheiros Gomes foi morta com tiro na cabeça e teria mantido relacionamento com o marido da acusada

Rio de Janeiro|Inácio Loyola, do R7*

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A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva da policial civil acusada de matar a tiros a estudante Isadora Calheiros Gomes. O crime ocorreu no dia 26 de novembro em Queimados, na Baixada Fluminense, e teria sido motivado por ciúme.

Isadora foi morta com tiro na cabeça
Isadora foi morta com tiro na cabeça

Segundo o TJ-RJ, o marido da policial civil teve uma relação extraconjugal com Isadora Calheiros.


Além disso, de acordo com depoimentos de testemunhas, outra motivação do homicídio teria sido o fato de a empresa do homem estar registrada no nome da vítima.

Uma amiga de Isadora contou que a policial foi ao local de trabalho da estudante para constrangê-la e causar sua demissão. Ela também relatou que a vítima tinha a intenção de conversar com a acusada para esclarecer o término do relacionamento com o marido.


Segundo a denúncia do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), o homicídio ocorreu quando Isadora procurou a policial para resolver os problemas.

“A denunciada imediatamente pegou sua arma de fogo e, após breve contato, sem que a vítima pudesse se defender, efetuou disparo a curta distância na cabeça de Isadora, provocando sua morte”, afirma a denúncia do MP-RJ.


O juiz Luís Gustavo Vasques, titular da Vara Criminal da Comarca de Queimados, considerou haver elementos suficientes que levam a indícios de autoria do crime pela policial civil. Ele declarou que a decretação da prisão era necessária para garantia da ordem pública.

O magistrado também entendeu que a acusada poderia influenciar a instrução do processo em relação às testemunhas que serão ouvidas pelo juízo por ser uma policial civil.


“Ademais, certo é que a ré se aproveitando de sua função de policial poderá influenciar o ânimo das testemunhas e, por consequência, comprometer a instrução probatória. Verifica-se que as testemunhas ainda não foram ouvidas em sede judicial e, diante das peculiaridades do caso, a prisão da denunciada servirá para proporcionar um ambiente de relativa segurança, no qual poderão contribuir para o adequado esclarecimento dos fatos, sem qualquer sorte de constrangimento”, disse o juiz.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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