Justiça determina afastamento de funcionários do Degase suspeitos de agressão
Diretores e agentes socioeducativos são acusados de agredir e ameaçar 4 internos
Rio de Janeiro|Do R7

A Justiça determinou o afastamento de dois diretores e cinco agentes da Escola João Luis Alves, do Degase (Departamento de Ações Socioeducativas), na Ilha do Governador, zona norte do Rio. O grupo é acusado agredir e ameaçar, inclusive com armas de fogo, quatro adolescentes internados na unidade. O pedido foi feito pela Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e da Juventude Infracional da Capital. A decisão ocorreu na última sexta-feira (3).
Os acusados são os diretores Leonardo Guimarães da Rocha Souza e Hebert Patrick Faria Gomes, além dos agentes socioeducativos Daniel Jesus de Souza Leal, Alessandro Fernandes Teixeira, Marcelo Nunes Martins Tavares, Gudemberg Gomes da Silva e Eduardo Luiz Vieira Neves.
Segundo depoimentos prestados pelos adolescentes ao MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), os internos foram agredidos entre os dias 04 e 05 de janeiro deste ano, com socos, chutes, pancadas na cabeça e jatos de gás de extintor de incêndio no rosto.
No depoimento, eles também relataram que os agentes Eduardo, Daniel, Gudemberg e Alessandro andam armados e realizam disparos sem motivos na Escola João Luis Alves. Os adolescentes disseram, ainda, que há “um clima de intimidação” dentro da unidade.
Ao serem questionados pelo pai de um dos internos sobre as agressões, os diretores Leandro Guimarães e Hebert Patrick teria sugerido ao adolescente que acusasse outros três internos de tentarem matá-lo.
De acordo com o MPRJ os adolescentes agredidos não foram encaminhados à delegacia e ao IML (Instituto Médico Legal) no dia da ocorrência dos fatos, para que não fossem produzidas provas contra os próprios agentes.
“Tendo as lesões sido produzidas por agentes socioeducativos, não houve nenhuma pressa no encaminhamento das vítimas à constatação das lesões, que evidentemente se desejam ocultar, isso porque, o registro da ocorrência só foi realizado dias depois quando não era mais possível verificar nitidamente as lesões”, narra um trecho do do documento.















