Justiça determina nova audiência do caso da manicure que matou criança
Segundo a Justiça, testemunha de defesa será ouvida em sessão marcada para 13/11
Rio de Janeiro|Do R7

A Justiça do Rio fará nova audiência de instrução do caso da manicure Suzana do Carmo Oliveira, acusada de matar o menino João Felipe Bichara em março deste ano em Barra do Piraí, município do Sul Fluminense. A audiência foi marcada para o próximo dia 13 de novembro na 1ª Vara Criminal do município.
Segundo relatório do processo, a sessão foi marcada para que testemunhas convocadas pela defesa e pela Promotoria sejam ouvidas em juízo. O Ministério Público pediu para que Suzana seja julgada em vara comum e o pedido foi aceito pelo juiz responsável pelo caso, que vai pronunciar a sentença da ré ao fim do julgamento.
A acusada já passou pela primeira audiência de instrução, onde assumiu a autoria do assassinato da criança, que é filho de uma ex-cliente.
Suzana responde por extorsão mediante sequestro, seguido de morte, pois o MP entendeu que Suzana cometeu o crime por questão financeira. Primeiramente, o MP denunciou a manicure por homicídio triplamente qualificado.
Confissão
Na audiência de instrução e julgamento de 14 de agosto, na 1ª Vara Criminal de Barra do Piraí, a manicure confessou ter assassinado o menino. No interrogatório, Suzana disse que, antes de matar a criança, sequestrou João Felipe e o levou a um hotel porque pretendia extorquir R$ 300 mil da família. No entanto, ela confessou ter perdido o controle e acabou asfixiando a vítima, que já estava dopada. João Felipe foi encontrado morto em um mala na casa da acusada.
Na audiência, 12 testemunhas foram ouvidas, entre elas, o taxista que buscou o menino na escola a pedido de Suzana, enquanto a manicure esperava no carro. Ele contou que, no trajeto do colégio ao hotel, a criança brincava com a ré. No entanto, ao chegarem ao local, João Felipe estranhou a ausência da mãe. Funcionários da escola, policiais militares e um ex-namorado de Suzana também testemunharam no caso.
Em depoimento, o delegado responsável pelo caso afirmou que Suzana apresentou sete versões diferentes para a causa da morte do menino antes de confessar o assassinato na delegacia. O delegado acrescentou que, momentos antes da elucidação do crime, Suzana chegou a ir à escola para tentar confortar a família pelo sumiço de João Felipe.
— É uma mulher de uma frieza impressionante.
Os pais de João Felipe foram as últimas testemunhas a prestar depoimento. Por determinação do juiz, os dois foram ouvidos em caráter sigiloso.















