Justiça do Rio apreende quadro de Burle Marx desaparecido há 19 anos
Família descobriu que obra seria leiloada em galeria de Copacabana
Rio de Janeiro|Do R7
A família do paisagista Roberto Burle Marx recuperou um quadro do artista que estava desaparecido há 19 anos. A obra havia sido levada por um marchand, uma espécie de corretor de obras de arte, e nunca mais foi vista. Mas após um anúncio em um jornal, divulgando o leilão da obra, os donos legais do quadro entraram com uma ação na Justiça para pedir a apreensão do quadro.
O juiz da 9ª Vara Cível do Rio, Paulo Roberto Corrêa, deferiu uma liminar determinando a apreensão do quadro antes que a obra fosse colocada à venda, em um leilão que ocorreria em uma galeria na rua Pompeu Loureiro, em Copacabana, no último dia 15 de setembro. A obra foi devolvida ao nome da sobrinha de Burle Marx, Anna Maria Braune de Paula, que já morreu, e a Manuel Barros de Paula, viúvo de Anna Maria.
O juiz disse que há provas convincentes de que o quadro do paisagista pertencia à Anna Maria.
— Entre muitos fatos que comprovam isso, consta também nos autos do processo o depoimento de um dos herdeiros do paisagista Burle Marx, Augusto Frederico Burle Filho, atestando que a obra sempre pertenceu à sua sobrinha.
No dia 8 de maio de 1996, quando ainda estava viva, Anna Maria negociou a venda da obra de Burle Marx, um quadro de óleo sobre tela, abstrato, retangular, medindo aproximadamente 0,80 cm x 1,80m, ao marchand Helder Paraná do Couto.
Além do quadro, na mesma ocasião, os parentes de Burle Marx venderam outros objetos de arte, que somados valiam R$ 6 mil, mas que foram pagos pelo marchand por meio de um cheque sem fundo. O suspeito desapareceu com os pertences da vítima e a obra do paisagista.















