Justiça do Rio arquiva processo contra executivo ligado à máfia dos ingressos da Copa do Mundo
Decisão de arquivamento não vale para os outros réus do processo
Rio de Janeiro|Do R7
O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) informou na tarde desta terça-feira (10) que o processo contra Raymon Whelan foi arquivado. Whelan é acusado de participar de uma quadrilha que desviava e revendia ingressos para a Copa do Mundo. Cada partida rendia cerca de R$ 2 milhões ao grupo.
Na decisão da 6ª Câmara Criminal do TJ-RJ, o desembargador Luiz Noronha Dantas informou que a ação trata "apenas quanto a este paciente, sem extensão a qualquer dos demais corréus" do processo. Além de Dantas, a decisão seguiu voto do desembargador Fernando Antônio de Almeida.
A Polícia Civil desarticulou a quadrilha durante a Copa do Mundo. As investigações apontaram que o franco-argelino Lamine Fofana, preso em 1º de julho, com mais dez suspeitos, chefiava o esquema ilegal. Raymon Whelan, foi preso no Copacabana Palace, zona sul do Rio, no dia 7 de julho. Ele é executivo da Match, empresa responsável pela distribuição de bilhetes para o Mundial. A Match é ligada ao sobrinho do presidente da Fifa Phillip Blatter. Muitos ingressos desviados seriam destinados a ONGs, patrocinadores do evento e até a jogadores das seleções classificadas para a Copa do Mundo.
De acordo com o delegado Fábio Barucke, responsável pela investigação na época, Whelan era um facilitador para a quadrilha ter acesso e vender os ingressos, já que a Match presta serviços para a Fifa. Barucke afirmou ainda que, durante as investigações, Whelan foi flagrado nas escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, negociando ingressos com o argelino Mohamadou Lamina Fofana, um dos presos na Jules Rimet. Havia cerca de 900 registros.















