Justiça do Rio nega liberdade para socialite presa por suspeita de furto e injúria racial
A defesa de Amanda Mocellin alegou uso abusivo de álcool para justificar conduta
Rio de Janeiro|Do R7

A Justiça do Rio negou nesta sexta-feira (5) o pedido de liberdade de Amanda Mocellin, de 36 anos, filha de Neodi Mocellin, um dos fundadores da rede de churrascarias Porcão. A mulher foi presta nesta quinta-feira (4) sob suspeita de injúria racial e furto de joias em um shopping na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Ela teria escondido um brinco na bolsa e chamado uma das funcionárias da loja de “negrinha”.
Em nota, o juiz Alberto Salomão Júnior, titular da 33ª Vara Criminal do Rio, afirma que “a conduta da requerente afronta a patente cruzada contra o preconceito, em prol da igualdade social. Ademais, também há a imputação de crime contra o patrimônio, conduta grave, que vem aumentando de número de forma assustadora, exigindo rigor do Poder Judiciário”.
A defesa de Amanda afirmou que a conduta no shopping foi decorrente de uso abusivo de álcool. O magistrado rejeitou a alegação. “A alegada conduta consistente em uso abusivo do álcool a demandar tratamento médico especializado necessita de melhor apreciação no caso concreto, razão pela qual, a cópia da declaração médica, por si só, é inapta a afastar a culpabilidade da indiciada”, concluiu o Alberto Salomão.















