Justiça manda soltar 22 manifestantes; 31 tiveram prisão preventiva decretada
Decisão foi tomada na noite de quinta-feira
Rio de Janeiro|Do R7

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mandou libertar, na noite de quinta-feira (17), 22 pessoas presas durante a manifestação de terça (15), no centro. Mais cedo, a corte já havia determinado a prisão preventiva de outros 31 manifestantes.
De acordo com a juíza Daniella Alvarez Prado, os alvarás de soltura foram expedidos por entender que a prisão era desnecessária e que o inquérito deveria voltar para a delegacia policial de origem para ser melhor instruído.
— No caso dos autos, todos os indiciados são tecnicamente primários, sem que apresentem qualquer perigo à sociedade. Ademais, conforme se depreende do auto de prisão em flagrante, as condutas a eles imputadas não foram individualizadas, cabendo a devolução do inquérito à delegacia de polícia.
Gerd Augusto Castelloes Dudenhoeffer, Renato Tomaz de Aquino e Ciro Brito Oiticica, os primeiros a serem soltos, afirmaram não ter sofrido violência física na cadeia. Eles seguiram o trâmite comum do sistema prisional. Ingressaram, despiram-se, vestiram uniforme e tiveram os cabelos cortados rente à cabeça.
A cadeia é nova, foi inaugurada em junho. Os manifestantes foram mantidos em alas separadas dos demais presos.
Em relação ao grupo que teve a prisão preventiva decretada por depredações durante o protesto, a punição se deu após análise dos registros de flagrante. A Justiça entendeu que há indícios consistentes de envolvimento dos acusados nos fatos relatados pela Polícia Civil.















