Justiça mantém condenação em processo que investiga desvio de verba pública para campanha de Garotinho
Parte do dinheiro destinado à saúde teria sido desviado para empresas fantasmas
Rio de Janeiro|Do R7
A desembargadora da 21ª Câmara Cível do TJRJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) Márcia Cunha Silva de Araújo manteve a condenação dos réus Nildo Jorge Nogueira Raja e Pedro Augusto Motta Roncoli dada em 1ª instância por improbidade administrativa.
Os dois são investigados em processo que apura o desvio de verbas públicas estaduais da saúde. Uma parte do dinheiro teria ido para a campanha do então candidato à presidência da República Anthony Garotinho, em 2002. Outra, para empresas fantasmas.
A sentença foi dada em abril deste ano pela 3ª Vara de Fazenda Pública da Capital e os réus recorreram da decisão. Como foi mantida a condenação, os réus terão que ressarcir integralmente os cofres públicos e tiveram seus direitos políticos suspensos por oito anos. O acórdão foi publicado nesta quarta-feira (11).
A empresa Pro Service Consultoria e Cooperativa de Prestação de Serviços LTDA, dirigida por Roncoli, é apontada como uma das participantes do esquema e terá que restituir os cofres públicos, mas não completamente. O valor será definido depois que for apurado o quanto a empresa pagou em prestações de serviços, ou seja, o total recebido e desviado.
Roncoli alegou na defesa que não houve improbidade, além de que eram poucos os indícios para a condenação.















