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Justiça nega pedido de habeas corpus de diplomata alemão suspeito de matar companheiro

Defesa do cônsul pediu revogação da prisão alegando ausência de flagrante e invocando a Convenção de Viena

Rio de Janeiro|Gabriel Pieroni*, do R7

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Uwe Herbert Hahn (direita) teve pedido de liberdade negado
Uwe Herbert Hahn (direita) teve pedido de liberdade negado

A Justiça do Rio negou o pedido de habeas corpus do cônsul alemão Uwe Herbert Hahn, preso sob suspeita de ter matado o belga Walter Henri Maximilien Biot, na última sexta-feira (5), na cobertura onde moravam, em um edifício em Ipanema, na zona sul da cidade.

A defesa do diplomata pediu a revogação da prisão alegando ausência de flagrante e inviolabilidade pessoal e invocando a Convenção de Viena para o seu posto de cônsul. Em sua decisão, a desembargadora Rosa Helena, da 2ª Câmara Criminal, negou o pedido.

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"No que tange à alegação de ausência de situação flagrancial, os autos carecem de elementos suficientes à análise da liminar pleiteada. Além do mais, examinando-se o decreto de prisão preventiva, datado de 07/08/2022, verifica-se que a motivação nele contida é concreta e objetiva, apresentando-se, em princípio, idônea, já que demonstrada a presença do periculum libertatis. Ressalte-se que o Decreto nº 61.078/67, que promulgou a Convenção de Viena sobre Relações Consulares e invocado pelo impetrante, admite expressamente no seu artigo 41º a decretação de prisão preventiva de funcionários consulares, desde que por crime grave e por autoridade judiciária competente, o que corresponde à hipótese dos autos. Por tais razões, não vislumbrando qualquer ilegalidade flagrante, indefiro a liminar pleiteada", afirmou a magistrada.

No dia da morte, o cônsul disse à polícia que Walter, bêbado, havia tido um surto e caído na varanda do apartamento. No entanto, os investigadores descartaram a versão após o laudo necroscópico do IML (Instituto Médico-Legal) revelar que o belga sofreu mais de 30 lesões, algumas antigas, e morreu em decorrência de um traumatismo na região da nuca provocado por ação contundente.

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No apartamento, os peritos encontraram manchas de sangue no sofá, que parecia ter sido lavado, assim como na sala, no quarto e no banheiro. Além disso, os móveis estavam desalinhados, o que poderia indicar luta corporal.

No último domingo (7), o alemão teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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