Rio de Janeiro Justiça prorroga por mais 30 dias prisão de madrasta suspeita de envenenamento no Rio

Justiça prorroga por mais 30 dias prisão de madrasta suspeita de envenenamento no Rio

Laudo complementar do exame feito no jovem sobrevivente confirmou lesões corporais provocadas por chumbinho

  • Rio de Janeiro | Bruna Oliveira, do R7, com Joyce Carvalho e Felipe Batista, da Record TV Rio

Cíntia Dias Cabral ficará presa por mais 30 dias

Cíntia Dias Cabral ficará presa por mais 30 dias

Reprodução/Record TV Rio

A madrasta suspeita de envenenar dois enteados no Rio teve a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias pela Justiça nesta terça-feira (14). Cíntia Mariano Dias Cabral é investigada pela tentativa de homicídio de um adolescente de 16 anos e pela morte de Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos.

A decisão do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Criminal, atendeu a pedido do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), que citou evidências encontradas na investigação até o momento.

O delegado Flávio Ferreira, da 33ª DP (Realengo), já recebeu o laudo complementar do exame feito no jovem sobrevivente, que confirmou lesões corporais provocadas por envenenamento por chumbinho. O documento foi assinado, no último dia 10, pelo perito Gustavo Figueira Rodrigues.

Já a perícia no conteúdo gástrico coletado do adolescente havia apontado a presença de grânulos compatíveis com chumbinho, mas não tinha encontrado a substância tóxica, o que poderia ser explicado, por exemplo, pela lavagem que o paciente recebeu durante o atendimento no hospital.

A polícia ainda aguarda o resultado da análise feita no corpo de Fernanda após a exumação do cadáver, no mês passado. Quando a jovem morreu, em março, ainda não havia suspeitas do crime e, por isso, o caso não foi investigado imediatamente.

A 33ª DP (Realengo) só começou a apurar a suspeita de envenenamento dos irmãos em maio, depois que o jovem de 16 anos foi internado. Ele relatou os mesmos sintomas que levaram à hospitalização de Fernanda cerca de dois meses antes. O adolescente contou ainda que começou a passar mal após comer um feijão preparado pela madrasta.

O filho de Cíntia disse que a mãe confessou ter envenenado os enteados. Mas os advogados negam que ela tenha admitido o crime.

Sobre a prorrogação da prisão da madrasta, a defesa disse que "já era esperada", apesar de os laudos do feijão analisado e do suco gástrico examinado terem tido resultado negativo. No entanto, os advogados disseram que aguardam o julgamento do habeas corpus.

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