Rio de Janeiro Laudo indica grânulos que sugerem ingestão de chumbinho por jovem que pode ter sido alvo de madrasta

Laudo indica grânulos que sugerem ingestão de chumbinho por jovem que pode ter sido alvo de madrasta

No entanto, a perícia não encontrou substância tóxica no conteúdo coletado no estômago do adolescente

  • Rio de Janeiro | Bruna Oliveira, do R7, com Felipe Batista, Joyce Carvalho e Fernanda Macedo, da Record TV

Jovem passou mal após ingerir refeição preparada pela madrasta

Jovem passou mal após ingerir refeição preparada pela madrasta

Reprodução/ Redes Sociais

A Polícia Civil recebeu, nesta quinta-feira (2), o resultado do exame realizado no conteúdo gástrico do adolescente de 16 anos que teria sido envenenado pela madrasta no Rio. O laudo do IML (Instituto Médico-Legal) apontou a presença de grânulos que podem sugerir a ingestão de chumbinho, apesar de a substância tóxica não ter sido encontrada no corpo do jovem.

O documento, assinado pela perita Aline Machado Pereira, ressaltou que, apesar da presença dos grânulos, de coloração azul-escura e preta, o resultado negativo é possível por fatores diversos, entre eles intervenções hospitalares, como a lavagem gástrica. 

Entretanto, o advogado de Cíntia, Carlos Augusto Santos, disse em vídeo que "quando a perita analisa o material, ela dá uma sugestão, mas perito não pode dar sugestão, tem que trazer de forma técnica porque ela entende que esses grânulos seriam chumbinho, e quais métodos ela usou para ela trazer essa informação".

Suspeita está presa temporariamente

Suspeita está presa temporariamente

Reprodução/Record TV Rio

A defesa ainda disse que a prisão da madrasta é "precipitada" e que a polícia está fazendo uma "espetacularização" do caso.

A madrasta do adolescente está presa temporariamente por suspeita de ter envenenado o jovem e a irmã dele, que não resistiu e morreu, em março deste ano. O laudo da exumação do corpo de Fernanda Carvalho deve sair em cerca de dez dias. 

Os irmãos passaram mal e apresentaram os mesmos sintomas após fazer uma refeição na casa da madrasta. Os casos ocorreram com quase dois meses de diferença. 

De acordo com os filhos de Cíntia, a mãe confessou a eles que havia envenenado os enteados. A defesa da madrasta negou que ela tivesse admitido o crime.

As investigações são conduzidas pelo delegado Flávio Ferreira, da 33ª DP (Realengo). Ele considerou que o laudo, o prontuário médico e depoimentos formam um conjunto de provas contra a suspeita do envenenamento. 

"No caso do Bruno, que é o adolescente que sobreviveu, com a chegada desse laudo praticamente damos como concluída a investigação pela tentativa de homicídio. Agora, vamos finalizar o caso da irmã Fernanda, que, infelizmente, não sobreviveu", disse o delegado à Record TV Rio

Últimas