Justiça solta PMs presos por suposta execução no Andaraí
Polícia Civil se decidiu pela prisão após ter acesso a fotos que circularam nas redes sociais dos suspeitos algemados e com vida
Rio de Janeiro|Inácio Loyola, do R7*
Com o argumento de indícios frágeis, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) pediu a soltura dos cinco policiais militares que estavam presos por causa de uma suposta dupla execução durante uma ação no Andaraí, na zona norte do Rio, na última sexta-feira (17). O pedido foi aceito pela Justiça.

Fotos das pessoas que morreram foram veiculadas nas redes sociais e mostravam que elas estavam algemadas no momento da morte. O MP afirmou que o material não foi localizado no APF (Auto de Prisão em Flagrante).
O MP entendeu que os indícios que constavam nos autos eram frágeis e se manifestou pela liberdade provisória dos PMs “considerando que os mesmos se encontravam no cumprimento de seus deveres legais”.
O MP também disse, em nota, que a promotora de Justiça designada para a audiência de custódia da capital informou que os policiais militares revidaram após serem atacados por disparos de arma de fogo de criminosos de uma facção criminosa.
O caso
A Polícia Civil prendeu os cinco policiais militares por suspeita de execução. A investigação da Divisão de Homicídios se decidiu pela prisão após ter acesso a fotos que circularam nas redes sociais dos suspeitos, ainda com vida, algemados.
Inicialmente, havia a informação de que dois homens tinham sido baleados em confronto com agentes da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Na ocasião, a PM disse que eles haviam sido socorridos e levados ao hospital, mas não resistiram.
Os PMs investigados tiveram a arma e o telefone apreendidos para perícia. Eles registraram na delegacia uma ocorrência sobre a morte dos suspeitos e ainda conduziram outros dois homens e um adolescente à unidade.
Antes da soltura, eles ficaram na Unidade Prisional da PM, em Niterói, na região metropolitana.
*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa














