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Justiça torna réus oito acusados de envolvimento em sumiço e morte de meninos em Belford Roxo (RJ)

Segundo denúncia, Alexandre, Lucas e Fernando foram mortos pelo tribunal do tráfico depois de roubarem um passarinho

Rio de Janeiro|Do R7

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Denúncia diz que meninos foram torturados e mortos pelo tribunal do tráfico
Denúncia diz que meninos foram torturados e mortos pelo tribunal do tráfico

Os oito acusados de envolvimento na morte de três meninos que desapareceram há dois anos em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, se tornaram réus após a Justiça do Rio aceitar denúncia oferecida pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).

Alexandre da Silva, de 10 anos, Lucas Matheus da Silva, de 8 anos, e Fernando Henrique Ribeiro Soares, de 11 anos, sumiram no dia 27 de dezembro de 2020. Eles teriam sido mortos pelo tribunal do tráfico após roubarem um passarinho na comunidade do Castelar.


Os acusados são Edgar Alves de Andrade, José Carlos dos Prazeres Silva, Wiler Castro da Silva, Victor Hugo dos Santos Goulart, Ana Paula da Rosa Costa, Ruan Igor Andrade de Sales, Rafael Dias de Oliveira e Julio Cesar Carvalho Ramos.

De acordo com informações da denúncia, as vítimas foram torturadas e um deles morreu no local, em decorrência da tortura. Os outros dois meninos foram executados. Os crimes aconteceram em dezembro de 2020 e os corpos nunca foram encontrados.


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O juiz Luís Gustavo Vasques, da 1ª Vara Criminal de Belford Roxo, também decretou a prisão preventiva de sete acusados. O réu Júlio César Ramos, que responde por ocultação de cadáver, cumprirá medidas cautelares.

"Verifica-se que resta evidenciado não apenas pela intensa gravidade dos delitos imputados aos citados réus, que, sem dúvida alguma, por si só já causa intranquilidade social, exigindo cada vez mais a adoção de uma postura rígida por parte das autoridades constituídas no sentido de restabelecer a paz social, mas também pelo modus operandi desenvolvido, revelador de alta periculosidade dos agentes a pôr em risco a sociedade como um todo", escreveu o juiz na decisão.

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