Laudo aponta que dançarino do Pavão-Pavãozinho morreu após perfuração no tórax
Primeira hipótese levantada era a de queda
Rio de Janeiro|Do R7

Segundo o laudo pericial preliminar, o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira teria morrido por causa de uma hemorrogia causada por perfuração tórax. De acordo com a posição inicial da Polícia Civil, porém, não havia marcas de tiros no corpo, mas escoriações compatíveis a uma queda. O corpo foi achado dentro de uma escola.
Revoltados com a morte do rapaz, moradores do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, zona sul do Rio, realizaram um protesto nas ruas próximas a comunidade na noite de terça-feira (22).
Segundo assessoria da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), o tumulto teve início após retirada do corpo do jovem da comunidade e fechou ruas do bairro. O policiamento no local foi reforçado e conta com a presença do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e o Batalhão de Choque no interior da favela.
Testemunhas afirmam que o dançarino foi morto por policiais militares, informação negada pela PM. Duas pessoas também teriam morrido baleadas em uma troca de tiros durante manifestação, mas até as 10h40 desta quarta (23), não havia confirmação das mortes. As vítimas teriam 27 e 12 anos, sendo uma delas, deficiente mental. Por telefone, a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde informou que um homem branco, aparentando 30 anos, deu entrada no Hospital Miguel Couto, no Leblon, já morto com um tiro na cabeça, mas não informou a identidade da vítima.
A morte de Douglas, conhecido como DG, está sendo investigada pela Delegacia de Ipanema (13ª DP). O corpo foi encontrado em uma escola na comunidade do Pavão-Pavãozinho, entre Ipanema e Copacabana, na zona sul do Rio.
Segundo informações da 13ª DP, testemunhas e moradores serão chamados para prestar depoimento. Um dos convocados será um líder comunitário do Pavão-Pavãozinho, que, no Twitter, disse que viu DG ser espancado.















