Linha do medo: falta de sinalização e imprudência põem em risco pessoas que vivem próximo a linhas de trem
Riscos de atropelamentos são os mais frequentes para quem mora perto das estações
Rio de Janeiro|Do R7

Falta de sinalização sonora, alta velocidade e imprudência são alguns dos problemas enfrentados por quem mora próximo às linhas de trem do Rio de Janeiro. A segunda reportagem da série Linha do Medo, exibida no Balanço Geral RJ flagrou irregularidades e perigos que as pessoas correm ao passar pelos trilhos do trem.
A casa de Dona Angela, que fica próximo à linha do trem de Jacarezinho, zona norte do Rio, treme toda vez que uma composição passa. Com muitas rachaduras, o imóvel corre risco de cair. Da porta da casa da senhora, é possível encostar a mão nos trens.
Crianças ficam expostas, correndo risco de serem atropeladas. Moradores denunciam que não há fiscalização e que funcionários da Supervia não orientam os moradores que precisam atravessar a linha.
Em Honório Gurgel, na zona norte, frequentemente passagens são abertas para travessia de moradores, mas a Supervia também não fiscaliza. Quem passa por elas reclama da falta de uma passarela e alegam que é a única maneira de atravessar.
A falta de sinalização sonora aumenta o risco de atropelamentos. Em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, a pensionista Laura Nogueira Pinheiro, de 76 anos, foi atropelada ao tentar atravessar uma passagem de nível. O sinal sonoro estava com defeito e a idosa foi atropelada e arremessada por dois trens que passavam.
Wellington Nogueira, neto da vítima, voltou ao local do acidente e flagrou pessoas atravessando sem nenhuma fiscalização. Além disso, passageiros do trem viajavam pendurados nas portas.
A Supervia disse que ia apurar o caso, mas de acordo com a família, a concessionária não entrou em contato e nem se manifestou sobre o caso.
Veja a reportagem:
