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Localização registrada em celular de jovem desaparecido coincide com área onde polícia encontrou cemitério clandestino no Rio

Ryan Palhares Ló, de 24 anos, sumiu no dia 20 de abril deste ano

Rio de Janeiro|Raphael Lacerda, da RECORD Rio

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Cemitério clandestino foi localizado na zona sudoeste do Rio RECORD

Uma das últimas localizações registradas no celular de um jovem de 24 anos desaparecido apontou para a região onde policiais civis encontraram um poço usado para a desova de corpos na quarta-feira (17), nas proximidades de Rio das Pedras, na zona sudoeste do Rio de Janeiro.

Ryan Palhares Ló sumiu no dia 20 de abril deste ano — uma segunda-feira — quando voltava do trabalho. Ele havia trabalhado como barraqueiro na praia da Barra da Tijuca e teria descido na comunidade para fazer um lanche.


Momentos antes, Ryan conversava com a namorada por meio de um aplicativo de mensagens, mas parou de responder assim que passou por Rio das Pedras.

Família teve acesso aos registros do celular de Ryan Reprodução

Familiares passaram a acompanhar a localização do celular do barraqueiro, que indicou ao menos três pontos da comunidade.


O primeiro local indicado pelo GPS era uma região de mata, nas proximidades da estrada do Sertão. O relógio marcava 23h45. A via liga o Anil, em Jacarepaguá, ao bairro do Itanhangá. A estrada também é uma rota de acesso à comunidade de Rio das Pedras.

A localização foi atualizada quase uma hora depois, na rua Paineiras, dentro da comunidade Rio das Pedras. A terceira localização indicou a estrada Bougainville, que também fica na região. O celular permaneceu no local por cerca de 12 horas.


Sem respostas, a família fez um registro de ocorrência. O desaparecimento é investigado pela DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros).

Poço servia como cemitério clandestino

Família procura Ryan há dois meses Reprodução

Uma denúncia da mãe de Ryan já havia indicado a existência de um poço usado por milicianos de Rio das Pedras para a desova de corpos. Ela recebeu a informação por meio de uma ligação anônima.


A revelação foi feita com exclusividade no Balanço Geral RJ, da RECORD, no dia 4 de junho. Os agentes localizaram o poço durante uma operação, na manhã dessa quarta. Foi necessária a ajuda de ao menos oito policiais para a retirada da tampa do poço.

Bombeiros que auxiliam no trabalho de resgate descreveram o buraco como “extremamente profundo” e com condições que dificultam o trabalho de retirada dos cadáveres.

Ao menos dois corpos haviam sido retirados do local e outros estariam na cavidade. Até o momento, não há identificação de nenhuma das vítimas.

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