Garotinho desiste de recorrer ao TSE contra indeferimento de candidatura ao governo do RJ
A decisão pode alterar o cenário do 1º turno e concretizar a eleição do candidato Douglas Ruas
Rio de Janeiro|Do R7

O candidato Anthony Garotinho (Republicanos) anunciou, nesta segunda-feira (5), ter desistido do recurso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro.
A decisão anunciada um dia após o resultado da votação do 1º turno pode alterar o cenário das eleições de 2026 no estado.
Com a desistência, Garotinho abre caminho para uma recontagem de votos válidos nas urnas, podendo concretizar a eleição do candidato Douglas Ruas.
Agora, caberá à Justiça Eleitoral definir o resultado da disputa para o cargo de governador do Rio de Janeiro.
Entenda
Durante a campanha eleitoral, Garotinho teve a candidatura barrada pelo TRE-RJ (Tribinunal Regiona Eleitoral)por uma condenação por improbidade administrativa.
Após um recurso, o TSE entendeu que o ex-governador poderia concorrer ao governo do estado. Porém, os votos direcionados a ele seriam classificados como “sub júdice”.
No domingo de eleição, durante a votação dos eleitores, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que os votos direcionados a Garotinho, mesmo em análise, deveriam ser considerados no cálculo de percentuais de votos.
Com isso, Douglas Ruas terminou a apuração com 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes recebeu 42,76%. Desta maneira, a eleição para governador deveria ser decidida entre os dois candidatos no 2º turno.
Porém, se a Justiça Eleitoral anular os votos de Garotinho, Ruas ultrapassará 50% dos votos válidos e deverá ser declarado eleito para o cargo de governador do Rio no 1º turno.
Comunicado de Garotinho
Leia a íntegra do posicionamento do candidato Anthony Garotinho:
“Ao querido povo do meu Estado do Rio de Janeiro
Ontem, escrevi um texto que relembro a vocês neste momento:
Não perderei tempo reclamando da JUSTIÇA ELEITORAL, pois a imensa maioria da população viu a perseguição sofrida por mim, tão clara como a luz do sol.
Há anos venho denunciando o apodrecimento das instituições do Estado, que foram capturadas pelo crime e pela corrupção. A votação de hoje representou a consagração dos corruptos, grande parte reeleita para a ALERJ e a CÂMARA FEDERAL. Os candidatos que vão participar do segundo turno são chefes de máquinas poderosas de crime e corrupção, que têm cúmplices nos altos escalões.
Os números provam que o cidadão lúcido do Estado, sem ter como pôr fim a esse ciclo, lembrou de Sócrates; ‘o mais odiado é sempre aquele que fala a verdade’. Os números mostram que o povo não confia em nenhum dos dois, e números não mentem jamais.
Eleitores aptos para votar: 12.842.51 mil eleitores
Abstenção: 2.996.650 mil eleitores
Comparecimento: 9.845.877 mil eleitores
Votos nulos: 675.292 mil eleitores
Votos em branco: 501.537 mil eleitores
Votos sub-júdice atribuídos a mim por pessoas que compareceram e deram 274. 411 votos, mesmo sabendo que serão julgados por um suposto fato ocorrido em 2005, em que sequer era secretário da pasta acusada de improbidade.
Milicianos, corruptos, que ostentam fazendas e mansões, políticos bandidos aliados do tráfico, saíram das urnas com expressiva votação. Ladrões do dinheiro público viraram campeões de voto.
O MINISTÉRIO PÚBLICO SABE DE TUDO... A JUSTIÇA ELEITORAL SABE DE TUDO... AS POLÍCIAS CIVIL E FEDERAL SABEM DE TUDO...
Hoje, uma parte expressiva do Estado disse: parabéns RODRIGO BACELLAR e sua gangue... Parabéns CLÁUDIO CASTRO e sua quadrilha…
Viramos o estado onde os podres poderes do executivo, legislativo e judiciário vão criar a medalha ‘BARRABÁS’.
Medalha TIRADENTES não nos representa, é coisa de otário, bom mesmo é comer bife folheado a ouro com VORCARO às custas do dinheiro dos velhinhos.
Portanto, os escolhidos para enfrentar os gravíssimos problemas do nosso Estado, pelos números apresentados acima, obtiveram apenas 34% dos votos totais dos eleitores do Estado. 64% não foram votar, anularam o voto, votaram em branco ou em mim, o candidato sub júdice.
Portanto, em função do resultado manifestado nas urnas, não me resta outra decisão jurídica, a não ser desistir, de forma livre, expressa, consciente e irretratável, do recurso ordinário eleitoral interposto nos autos do referido processo que tramita no TSE, deixando para o povo do nosso Estado arcar com a consequência das suas escolhas".
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